Voto consciente é tema de palestra a agentes
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Os agentes comunitários da Comarca de Várzea Grande participaram nesta quarta-feira (12 de setembro) da palestra Seu Voto – Nosso Futuro, ministrada pela juíza coordenadora do Programa Justiça Comunitária, Ana Cristina da Silva Mendes, e pelo juiz auxiliar da Justiça Eleitoral, Jones Gattass. O evento foi realizado no auditório da subseção da Ordem dos Advogados de Várzea Grande e envolveu pelo menos 19 agentes. Os agentes comunitários atuam em 13 postos de atendimento distribuídos pela cidade e trabalham no atendimento ao público, sanando dúvidas e dando orientações à população sobre assuntos concernentes ao direito previdenciário, de família, eleitoral, trabalhista e do consumidor, entre outros.
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O evento teve como objetivo principal orientar os servidores de que eles, ao prestarem informações, sobre direitos e deveres do eleitor, devem informar principalmente que a compra de voto é ilegal e imoral. “Chega de cabresto eleitoral, chega de curral eleitoral, chega de pessoas compradas e vendidas! Sinceramente, vocês acreditam que compra de voto dá futuro para alguém? Pois eu lhes digo, não dá. E o pior é que muitas vezes essa prática não constitui materialidade suficiente para que esses políticos sejam punidos. Portanto, a mudança deve partir do eleitor, dizendo não para a prática da compra e venda de votos. Vocês devem deixar claro aos cidadãos que se um candidato é capaz de comprar um voto para ganhar uma eleição ele é capaz de fazer coisas piores para conseguir o que quiser depois de eleito”, ressaltou a juíza coordenadora.
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A ideia do projeto também é chamar a atenção dos eleitores para as várias formas de comprar o voto do eleitor. Segundo a magistrada, nunca é demais lembrar que não é só a telha e o cimento dado em troca do voto que caracteriza a compra, mas também a promessa de um emprego futuro, de uma melhoria de vida quando for eleito. Ela complementa informando que aquele que vende o voto não é livre para cobrar seu candidato depois de eleito, também não pode exercer seus direitos de eleitor e, consequentemente, deixa de ser cidadão.
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Outro ponto debatido foi o momento histórico pelo qual passa o país, tendo em vista que esta é a primeira vez em que nenhum candidato tem ficha suja na justiça eleitoral. “Este é o momento do cidadão virar a página na vida eleitoral do país, pois é a primeira vez que todos os candidatos têm ficha limpa. Cada um dos eleitores, no momento de lançar seu voto, deve ter consciência do valor de seu voto e não se deixar levar por promessas de candidatos. Vocês são os multiplicadores que levarão aos cidadãos a explicação de que o destino da cidade está nas mãos deles, eleitores. A eleição da pessoa que vai representar suas necessidades na Prefeitura ou na Câmara de Vereadores deve ser consciente e a mais isenta possível”, ressaltou Jones Gattass.
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De acordo com o coordenador da Justiça Comunitária em Várzea Grande, esse tema é recorrente nos postos, principalmente naqueles que estão localizados na periferia da cidade e as dúvidas principais são como denunciar os abusos eleitorais e a compra de votos e a quem denunciar. A agente comunitária Aparecida Correia, há seis anos trabalhando no Programa, confirma a informação e diz receber também muitas perguntas sobre como avaliar os candidatos. “Nós trabalhamos no corpo a corpo com as pessoas e percebemos que muitas vezes os eleitores não têm noção nenhuma de quem são os candidatos. Muitos perguntam até se a situação eleitoral vai melhorar na cidade”.
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Para responder essas perguntas e outras tantas como voto consciente, voto nulo e voto em branco, a juíza coordenadora do Programa distribuiu uma cartilha informativa para ser entregue à população. Rosiane Silva de Moraes, que atua no Programa há quatro anos, comemorou a iniciativa informando que esta ferramenta, que é formatada de forma didática, será fundamental na explicação aos eleitores.
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A Justiça Comunitária atua há seis anos em Várzea Grande promovendo a cidadania e a pacificação social de forma preventiva. Seu principal objetivo é utilizar a mediação como alternativa para solução de conflitos na própria comunidade e valoriza a esfera comunitária, promovendo a democracia por meio de uma justiça mais participativa, organizada socialmente e com menos exclusão social. Todos os atendimentos são realizados de forma gratuita.
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Fotos: Jocil Serra/Agência Phocus
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