63 mil alevinos são soltos nos rios Claro e Arinos
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Sessenta e três mil alevinos foram soltos essa semana nos rios Claro e Arinos no município de São José do Rio Claro (320km de Cuiabá), durante o lançamento do Projeto São José Peixe Vivo, desenvolvido pelo Poder Judiciário do município, em parceria com o Ministério Público Estadual e a Polícia Judiciária Civil.
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O objetivo do projeto é conscientizar a população da importância de preservar a ictiofauna, combater a pesca predatória e promover o repovoamento do rio Claro e seus afluentes, Arinos e Alegre. São José do Rio Claro, que é conhecido como a “Capital do Matrinxã” – peixe símbolo da região - tem sofrido um esforço grande de pesca, principalmente predatória, comprometendo o estoque pesqueiro da região.
Nesta primeira etapa do projeto foram soltos 38.500 alevinos de curimba e 24.500 de matrinxã. A data escolhida, final da piracema, é favorável porque os rios ainda estão cheios e a chance de sobrevivência das espécies é grande, principalmente por serem nativas.
“O biólogo que está acompanhando o projeto acredita que o percentual de sobrevivência vai girar em torno de 70%. Se este índice ficar entre 30% e 40% já me sinto realizado”, diz entusiasmado o juiz Walter Tomaz da Costa, idealizador do projeto, que juntamente com os servidores da comarca realizou a soltura dos peixes. “Começamos o trabalho às 5 horas da manhã e terminamos às 7 da noite, mas valeu a pena, com certeza foi muito gratificante. Minha expectativa é que na próxima soltura a comunidade já estará bem mais envolvida”.
Preocupado com a pesca predatória o magistrado resolveu que precisava fazer alguma coisa, enquanto integrante do Poder Judiciário. “A Justiça tem várias ações voltadas à comunidade, remetemos valores para creches, lar de idosos, abrigos, enfim, estamos sempre colaborando, por que então não fazer algo voltado para o meio ambiente?”.
O projeto é financiado por meio de redirecionamento de recursos de transações penais celebradas em processos que tramitam no Juizado Especial. “Para facilitar abrimos uma conta específica para colocar os recursos que serão destinados ao projeto. O sujeito pode receber uma pena alternativa ou transação penal, parte desse recurso vai para o projeto”. Nesta primeira fase o projeto custou R$ 25 mil.
O magistrado ressalta que o objetivo do Peixe Vivo não é só recuperar a ictiofauna, mas sim produzir consciência coletiva. “Queremos que o sindicato local dos pescadores profissionais encampe também essa idéia. A população já começou a se envolver, o que é muito positivo, pois só teremos resultado desse trabalho se todos se conscientizarem da importância de preservar o meio ambiente. O resultado vai beneficiar a todos. Teremos mais peixe para a população, o festival de pesca terá belos exemplares e todos sairão ganhando”.
A próxima soltura de alevinos acontece em 2014, provavelmente no fim da piracema. A proposta é ampliar o projeto colocando nos rios outras espécies, como a jatuarana, piau, pintado ou cachara e pacu.
O trabalho da comarca, em parceria com o MPE e a Delegacia do Meio Ambiente (Dema), segue agora para outra área. “Vamos fazer um trabalho repressivo para combater a pesca predatória, vamos multar e apreender material ilegal de pesca. No rio Arinos tem ceva irregular, toneladas de peixes são retiradas dessa forma e nós vamos combater esse tipo de crime”, garantiu o magistrado.
Janã Pinheiro/Jocil Serra
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
(65) 3617-3393/3394
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