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 24/05/2013   19:43 

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Participantes fazem avaliação positiva do Fonaje

 
“O Fonaje foi produtivo e positivo. Por se tratar de um encontro de estudos para a avaliação das estruturas dos Juizados Especiais e feito pelos próprios juízes que trabalham nestes locais, é uma reunião útil, pois repercute no aperfeiçoamento dos juizados, que é a Justiça das camadas populacionais mais carentes”, destacou o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurélio Buzzi, que participou durante os três dias do Fonaje,que este ano teve como tema “Juizados Especiais: Prioridade dos Tribunais”. 
 
Conforme ele, basta olhar as pesquisas de opinião pública para ver a importância dos Juizados Especiais. “Os juizados dentro de todos os quadros, dentro de toda a estrutura do Poder Judiciário é o instrumento que a população mais deposita credibilidade. O juizado é a parte da Justiça que a população mais acredita, sem dúvida alguma”.
 
O ministro destacou ainda que apesar dos resultados positivos é preciso ainda avançar, principalmente no que diz respeito a estrutura, tanto material, quanto humana. “Mesmo diante das dificuldades estamos buscando soluções e essas soluções estão vindo por meio da mediação, da conciliação, dos meios alternativos de se revolver o conflito. É com essa ferramenta, a ferramenta do acordo, que assuntos simples, elementares, como por exemplo, do direito do consumidor, estão sendo resolvidos com celeridade, com maior velocidade que um outro processo”.
 
Para o juiz auxiliar da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), Ricardo Cunha Chimenti, o Fonaje foi positivo, principalmente por ser uma grande oportunidade que os magistrados de todo o país têm de trocar experiências do que está sendo realizado em cada Estado. “O Fonaje é um grupo de vanguarda com projetos muito interessantes, que busca atender a população, nós temos um contato muito grande com as pessoas mais simples, mais humildes, temos consciência das carências dessas pessoas e daquilo que é necessário para melhorar o país, essa troca de experiência enriquece a todos nós”.
 
 
 
O presidente do Fonaje, Guilherme Ribeiro Baldan, também avaliou o encontro como positivo e destacou que o evento atingiu a sua finalidade de esclarecer quais as necessidades reais dos Juizados Especiais. “É preciso melhorar a estrutura, tanto física, quanto de juízes e servidores, alguns tribunais estão bem, outros precisam melhorar”.
 
 
Na avaliação do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Orlando Perri, os três dias do evento foram bastante proveitosos. “Sempre digo que o homem não precisa ficar a todo momento inventando a roda, essa troca de experiências que eu vi neste Fonaje é muito salutar. Com certeza os Juizados Especiais de todo o Brasil saem engrandecidos, especialmente o de Mato Grosso, por isso nós agradecemos a presença de todos que deram uma elevada contribuição para essa tão importante Justiça”.
 
O juiz coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Cíveis e Criminais do Estado de Mato Grosso, Mario Roberto Kono de Oliveira, ressaltou a importância dos enunciados resultantes do Fonaje e que originaram leis de grande relevância como a lei anti-drogas, lei de tóxicos, as mudanças na leis processuais, a conciliação prévia, a lei que instituiu o Juizado da Fazenda Pública, entre outros.
 
O magistrado frisou ainda a importância dos Juizados Especiais de Mato Grosso, “um juizado de vanguarda que é assoberbado pela grande demanda que tem. Não vejo isso como negativo, porque se a procura é grande, é porque funciona. É nos juizados que a população encontra respostas para seus anseios, para suas demandas”.
 
“Todos que estão aqui são apaixonados por este trabalho, que realmente é um trabalho recompensador, por ser em prol da população. Ficamos muito gratos com a presença de todos os juízes que vieram a esse encontro, um fórum de discussão real dos problemas que afligem a população e deságuam no judiciário”, finalizou o desembargador Carlos Alberto Alves do Rocha, presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Cíveis e Criminais de Mato Grosso.
 
 
 
 
Janã Pinheiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
(65) 3617-3393/3394
 
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