Jecrim participa de seminário sobre alcoolismo
O alcoolismo é uma questão de saúde pública. Para discutir essa temática, o Alcoólicos Anônimos promoveu o XIV Seminário para Profissionais ‘Resgatando Vidas’, realizado no auditório da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), nesta quinta-feira (22 de outubro), destinado a médicos, psicólogos, advogados, assistentes sociais e estudantes. O juiz coordenador do Juizado Especial Criminal de Cuiabá (Jecrim), Mário Kono de Oliveira, foi um dos convidados e proferiu a palestra “A.A. Cooperando com a Justiça”.
A parceria entre a unidade judiciária e a irmandade de serviço já passa dos dez anos. Regularmente o Jecrim realiza audiências coletivas com dependentes químicos que receberam intimação e participam de palestras. O Alcoólicos Anônimos é um dos parceiros e em quase todas as audiências um membro leva palavras de apoio e incentivo aos presentes, além do encaminhamento após a avaliação com a equipe multidisciplinar do juizado.No seminário o juiz falou sobre os malefícios das drogas e mais especificamente sobre o álcool e suas consequências, bem como sobre processos criminais que muitas pessoas que usaram a substância respondem. Para o magistrado, o A.A. é um grande parceiro e através dele são encaminhadas várias pessoas, dependentes tanto do álcool como de outras drogas, que têm conseguido ao longo desses anos se recuperar.
“A Justiça Terapêutica é uma medida alternativa de pena. Procuramos tratar a doença e se você consegue tratar a doença, consegue resolver o problema, que origina os crimes. Você resolve a questão para que outros delitos não sejam praticados, assim como resgata o ser humano”, disse.
De acordo com o juiz, um evento como esse é importante para todos aqueles que têm experiência nas diversas áreas. “É importante para eles e para nós. É importante ter consciência de que ninguém consegue fazer nada só, que precisamos de profissionais de diversas áreas, atuando em conjunto, com apenas uma finalidade para que um bom resultado seja atingido”.
Para o psicólogo Lorenço Leirias, todos, de modo geral, estão envolvidos com o alcoolismo direta ou indiretamente, e, por isso, todos devem saber do que se trata. “Esse seminário orienta a sociedade que ela deve ser parceira, que o alcoolista não é um marginal. Ele é uma pessoa que adquiriu uma doença. O álcool é a droga que mais demora a criar dependência, pois leva de oito a 10 anos”.O membro e coordenador da área 05 de Mato Grosso, J., disse que depois de ouvir a palestra do juiz Mário Kono percebeu a importância de oportunidades como esta. Segundo ele, o trabalho feito hoje é de ‘formiguinha’, uma vez que através da Justiça o magistrado e sua equipe direcionam as pessoas ao Alcoólicos Anônimos. “Temos o entendimento de que muitos têm a chance de conhecer como funciona a nossa irmandade, mesmo que não deem continuidade no tratamento. Necessitamos dessa ajuda da justiça, da medicina, até por isso que promovemos esse seminário, para a participação desses profissionais que trabalham lá na ponta”, finalizou.
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Dani Cunha
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