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 12/06/2015   15:01 

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TJMT e CNJ realizam videoconferência sobre projeto

 
A videoconferência realizada na tarde desta quinta-feira (11 de junho) entre o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Paulo da Cunha e o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Rubens Curado, é a terceira já realizada sobre o projeto piloto de alocação de pessoas e gerenciamento matricial de despesas. O TJMT foi um dos três tribunais escolhidos no Brasil, que servirá de modelo para fazer o nivelamento de mão de obra nas unidades judiciárias. Além de Mato Grosso, considerado um tribunal de médio porte, também integram o projeto piloto os tribunais de Minas Gerais (grande porte) e Tocantins (pequeno porte).
 
O conselheiro Rubens Curado ressaltou o empenho do TJMT em auxiliar e contribuir na execução desse projeto e destacou o trabalho do judiciário mato-grossense citando as questões voltadas para capacitação de pessoal. “Mato Grosso vem desenhando bem o que é investimento de capacitação”, disse.
 
As instituições foram escolhidas como parceiras utilizando critérios objetivos do CNJ e também vislumbrando as possibilidades de crescimento e sucesso na implantação do projeto. Mato Grosso chamou a atenção da consultoria devido a produtos como matriz de competência, criação da avaliação por desempenho com foco na competência, recrutamento de estagiários e ainda credenciamento de juízes leigos, assistentes sociais, psicólogos e conciliadores.
 
Durante a videoconferência os coordenadores de Planejamento e Recursos Humanos do judiciário mato-grossense, Afonso Maciel e Carlos Campelo apresentaram ao conselheiro alguns dados relacionados ao setor, bem como o planejamento a ser desenvolvido em meio a esse projeto.
 
De acordo com o juiz auxiliar da presidência do TJMT, João Thiago Guerra, a ideia é nivelar a capacidade produtiva dos servidores e distribuir de modo uniforme a quantidade de servidores entre as unidades judiciárias que têm o mesmo perfil e volume de demanda. “A intenção é ter a quantidade certa de pessoas para cada unidade judiciária e para isso há um grande empenho e envolvimento de todas as coordenadorias e servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso nesse projeto”, disse.
 
Conforme explicou o juiz auxiliar, o projeto possui duas linhas de trabalhos diferentes, uma envolvendo pessoas e outra envolvendo despesas, que são frutos do mesmo projeto alocativo e de gerenciamento matricial, mas que vão caminhar com certa interdependência dentro da organização. “Vamos fazer o diagnóstico e tomar as devidas providências para que seja reequilibrado. No final das contas isso vai trazer benefícios para toda a organização”, ponderou.
 
Para o coordenador de Recursos Humanos do TJMT, Carlos Campelo, essa é uma padronização dos serviços de todo o fluxo produtivo para que esse processo seja aplicado nas varas e posteriormente difundir no resto do Brasil. “Esse projeto vai ser um insumo para o poder judiciário trabalhar de uma forma efetiva com uma quantidade ideal de pessoas produzindo, trazendo resposta mais célere à sociedade e alcançando a meta do CNJ, que é diminuir a taxa de congestionamento. A intenção é alinhar não só com Mato Grosso, mas com Minas Gerais e Tocantins, para que nós possamos trabalhar de forma unida, padronizada para que essa ferramenta se torne efetiva no país inteiro”, explicou Campelo.
 
Projeto piloto - O Tribunal de Justiça de Mato Grosso foi escolhido como parceiro de um programa do Conselho Nacional de Justiça para receber a implantação de um projeto de fortalecimento da justiça estadual no país. 
 
A intenção é consolidar os tribunais de justiça de todo país, diminuir a desigualdade entre as justiças estaduais e oferecer mais acesso à população de baixa renda.
 
Os trabalhos começaram em 2013, quando foram escolhidos 10 TJs, os quais foram visitados pela empresa licitada a fim de se conhecer a realidade e condições de progressos. Deste total, somente três foram classificados, sendo eles Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins.
 
No primeiro momento foram colhidas informações como de quanto é a receita do TJMT e onde é aplicada e também quantos servidores compõem a instituição, além de como eles estão distribuídos pelas unidades jurisdicionais.
 
 
 
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