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 17/09/2015   13:25 

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Magistrados recebem capacitação sobre novo CPC

O novo Código de Processo Civil (CPC), que entrará em vigor em março de 2016, trará mudanças significativas, por isso o Poder Judiciário de Mato Grosso está ofertando capacitações constantes e com antecedência para preparar os magistrados e servidores da instituição. Na segunda e terça-feira (14 e 15 de setembro), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) promoveu o quarto módulo do curso O Novo Código de Processo Civil – Uma Análise Comparativa, na Escola dos Servidores do Poder Judiciário Estadual, em Cuiabá. O curso foi transmitido ao vivo, de maneira on line, para todo o Estado, incluindo Cuiabá e Várzea Grande.
 
A diretora da Esmagis-MT, desembargadora Marilsen Andrade Addario, destacou que a transmissão ao vivo tem o objetivo de propiciar mais conhecimento aos magistrados que estão na ponta e que não puderam comparecer à capacitação devido à distância ou por questões de trabalho. “Essa transmissão é importante, inclusive para os assessores dos magistrados, para os gabinetes, que podem acessar a ferramenta, e também aos servidores que eventualmente estejam nas comarcas ou aqui mesmo em Cuiabá que estão acompanhando essas aulas de forma on line”, disse.
 
A desembargadora avalia capacitações como essa como muito interessantes, uma vez que há interação e a troca de ideias entre os participantes. “Em aula os magistrados podem discutir entre si e com o professor, ouvir novas ideias e fazer um juízo de valor e uma convicção predeterminada dos institutos que o código está trazendo”, frisou.
 
Quem ministrou o curso foi o juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo Daniel Carnio Costa, doutor em direitos difusos e coletivos pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Ele fez uma comparação entre o atual e o novo CPC, dando ênfase nas mudanças e novidades e, ao mesmo tempo, fez uma revisão de conceitos importantes. “Existem muitas mudanças, regras e filosofias novas envolvendo a aplicação do novo CPC, então não há dúvida alguma de que nós temos que nos debruçar sobre ele, principalmente os juízes. Temos que estudá-lo para quando ele entrar em vigor nós já estejamos preparados para exercer a função tão importante que é julgar”, salientou.
 
O palestrante parabenizou a iniciativa da Esmagis-MT em conjunto com a Escola dos Servidores acerca das capacitações, bem como as transmissões ao vivo, o que possibilita a maior abrangência do conhecimento. “O Tribunal de Justiça está de parabéns, essa é uma excelente iniciativa e isso faz com que o Judiciário mato-grossense saia na frente, propiciando um curso como esse. Esse curso on line é muito importante para os magistrados, ainda mais num estado grande como é Mato Grosso, com dificuldades de locomoção devido à distância”.
 
Presente na capacitação, o juiz substituto Fernando Ishikawa também avaliou como positivo mais esse curso ofertado aos magistrados como forma de reciclagem e atualização. Ele ressalta que saber das mudanças antes que a normativa entre em vigência é de extrema relevância porque prepara o magistrado para o que vem pela frente. “As questões que estão sendo discutidas possibilitam que o magistrado tenha uma visão futura para poder atuar com mais facilidade. O palestrante tem profundo conhecimento sobre a matéria e sabe bem das controvérsias e das questões que deverão ser utilizadas pelos magistrados”, acrescentou.
 
Já o juiz Hildebrando da Costa Marques, auxiliar da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), disse que o Código de Processo Civil é um instrumento de trabalho do magistrado e essa mudança será uma realidade no ano que vem, daí a importância de se buscar conhecimento antecipado. O magistrado também destacou a importância das transmissões ao vivo para abrangência do maior número de juízes.
 
“O ideal é que a gente conheça a nova sistemática e se prepare bastante. O Poder Judiciário tem que se atualizar e modernizar, encontrar mecanismos para dar vazão ao grande número de processos que adentram diariamente no Judiciário. Essas transmissões são muito importantes. Se não tivéssemos esse recurso tecnológico tão importante, não haveria a possibilidade dos juízes do interior acompanharem e terem acesso a esse conteúdo, como se estivessem aqui”, concluiu.
 
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Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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