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 16/09/2015   17:04 

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Núcleo Socioambiental do TJMT ganha espaço próprio

O Poder Judiciário de Mato Grosso passa a contar com um espaço para discutir, planejar e adotar ações voltadas à preservação do meio ambiente. A inauguração da sala do Núcleo Socioambiental, na manhã desta quarta-feira (16 de setembro), faz parte dessas premissas adotadas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em prol da preservação ambiental. Instituído por recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o núcleo tem o objetivo de promover o uso consciente do bem público e redução de despesas como energia, água e papel.
 
A equipe é composta por servidores do Judiciário mato-grossense e é responsável pela elaboração do Plano de Logística Sustentável (PLS), um grande marco normativo que orientará todas as ações socioambientais do Poder Judiciário.
 
De acordo com o juiz auxiliar da Presidência do TJMT João Thiago Guerra, coordenador do Núcleo, a produção do PLS é um grande desafio. O documento será produzido por uma comissão com representantes das mais diversas áreas de atuação. “Estamos trabalhando com diversas iniciativas que vão desde a carona solidária, reciclagem de materiais, distribuição de mudas e recuperação de resíduos, que vão ser executadas ao longo do segundo semestre”, complementou.
 
O magistrado ressaltou que a ideia principal é disseminar a preocupação com a responsabilidade socioambiental. “É necessário conscientizar que não são apenas ações isoladas e pontuais que vão fazer diferença. O que vai fazer diferença é um novo modelo de pensamento e ter uma preocupação adicional em tudo o que for fazer. Essa é a grande responsabilidade e a grande missão do núcleo”, ressaltou.
 
O juiz auxiliar acrescentou que mais que normatizar e realizar ações pontuais, que também são importantes, acima de tudo é preciso levar a consciência da responsabilidade socioambiental para todos os membros do Poder Judiciário: juízes, servidores, usuários internos e externos. “Todos nós temos que pensar no impacto das nossas ações no meio ambiente. O Tribunal está atento a essas questões e ao mesmo tempo atende a essa exigência do CNJ, desenvolvendo ações de responsabilidade socioambiental. Houve uma evolução por uma imposição positiva do CNJ e, com isso, foi instituído o Núcleo Permanente de Responsabilidade Socioambiental, que faz parte da estrutura do Tribunal”, salientou.
 
A diretora-geral do TJMT, Suseth Lazarini, destacou que o Núcleo Socioambiental representa um grande avanço. Além de cumprir uma determinação do CNJ, a ação é importante por ser voltada à preservação do meio ambiente e em prol da sustentabilidade. “Para o Poder Judiciário o espaço representa um grande ganho em todos os aspectos. Agora é começar a trabalhar. A sala já está adaptada e preparada para iniciar os trabalhos para o envolvimento do público interno em torno desse grande projeto”, afirmou.
 
Segundo a gerente do Núcleo Socioambiental, Priscila Daleffe, há um projeto de capacitação para os prestadores de serviços gerais do Tribunal e do Fórum da Capital, por meio do qual serão repassadas informações sobre a preocupação com o meio ambiente e a racionalização de recursos. Uma primeira palestra já foi realizada no último sábado (12 de setembro) e reuniu grande número de colaboradores. Priscila informou que serão realizadas também capacitações nas comarcas do interior, onde servidores serão treinados para difundir as informações aos demais colegas nas unidades judiciárias.
 
Além disso, Priscila informou que várias campanhas serão realizadas, em etapas, com frentes de trabalho focadas em energia elétrica, água e reciclagem. Outra ação já realizada nas dependências do Tribunal é a coleta seletiva. “Essas ações dependem de cada pessoa e precisamos da colaboração dos servidores. Temos que nos condicionar a desligar as luzes, o computador e o ar-condicionado ao sairmos da sala. Economizar água, jogar seu material no descarte correto e separar o que pode ser reciclado. Esperamos contar com todos”, observou.
 
Caronetas - O TJMT, por meio do Núcleo Socioambiental, adquiriu o software “Caronetas” para que fosse dado início a um projeto de carona solidária, que já está em andamento. Os Tribunais de Justiça de São Paulo e Rio Grande do Sul já aderiram a essa ideia. “Somos o terceiro tribunal do Brasil a iniciar esse projeto de caronetas. É um movimento que vem para diminuir o fluxo de veículos e esperamos que seja um grande sucesso”, frisou Daleffe.
 
O Caronetas é um aplicativo que pode ser baixado no smartphone. Todos os servidores do órgão que adquiriu o software são cadastrados e é criada uma comunidade virtual. Ao acessar o aplicativo os usuários já poderão saber as rotas de quem está perto de determinada pessoa para solicitar a carona. “A ideia é interessante e é segura porque os usuários cadastrados serão apenas os servidores do TJMT, numa comunidade fechada”, explicou.
 
Saiba mais:
 
 
 
 
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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(65) 3617-3393/3394/3409