Ir para o conteúdo principal
Selo de Transparência
Logo CNJ

 23/02/2016   17:37 

Compartilhe: 

Crianças ribeirinhas aprovam trabalho do Juvam

Pelo terceiro ano consecutivo o Juizado Volante Ambiental (Juvam) participa do Projeto Ribeirinho Cidadão. Nas edições de 2015 e 2016 a equipe do Juizado levou um jogo ecológico – o Rebojando - para, por meio de brincadeiras, levar educação ambiental às crianças ribeirinhas. O trabalho idealizado e realizado pela equipe do Juvam foi aprovado pela garotada, que em todas as comunidades visitadas durante a parte fluvial do projeto participou ativamente das brincadeiras.
 
“Eu gostei muito deste jogo, desde o ano passado, quando eu conheci, eu queria ter ganhado um para mim, mas meu grupo perdeu. Este ano nós vencemos”, conta Caíque Queiroz de Barros, 10 anos, morador de Barão de Melgaço.
 
Quem também aprovou o jogo e as brincadeiras desenvolvidas pelo Juvam foi a estudante Maria Eduarda Amorim, 13 anos, que está cursando o oitavo ano. “Eu vou brincar em casa com as minhas primas. Aprendi jogando sobre a importância de cuidar da natureza, porque é aqui que nós vivemos. Não podemos destruir o que é nosso”.
 
O Rebojando consiste em um tabuleiro, onde há um caminho a ser percorrido pelo jogador. Tudo começa com o lançamento de um dado. A partir daí os jogadores têm que responder perguntas que estão em um caderno que faz parte do jogo.
 
 
As perguntas são todas relacionadas ao meio ambiente pantaneiro. Quem acerta vai percorrendo o caminho. Vence quem conseguir sair do município de Barão de Melgaço e chegar a Porto Cercado, em Poconé.
 
Para que a brincadeira fosse interativa, o Juvam mandou confeccionar o jogo em uma lona de 6m por 4,5m e um dado gigante. Em todos os pontos que as chalanas atracavam a equipe do Juvam montava o tabuleiro gigante e a brincadeira tinha início. O Rebojando aconteceu em quadra de esportes, embaixo de árvores, na beira do rio, na frente de escola, enfim, onde havia crianças, lá estava o Juvam levando educação ambiental até elas.
 
 
O vencedor do Rebojando ganhava como prêmio uma caixa contendo um tabuleiro de papelão (tamanho A4), um dado e o caderno com as perguntas, além de um manual e gabarito para conferir as respostas. O verso do tabuleiro é ilustrado com fotos da fauna pantaneira e um jogo de damas.
 
Para a edição deste ano o Juvam mandou confeccionar também camisetas do Rebojando para presentear as crianças vencedoras das brincadeiras. Além disso, o Juizado distribuiu dezenas de cartilhas educativas e brinquedos, que foram doados por um grupo de voluntários.
 
Durante toda a parte fluvial do projeto o Pantanal ganhou mais cores, mais alegria e mais gargalhadas gostosas vindas de centenas de crianças que participaram do projeto. Se ficaram felizes? Com a resposta, elas: “Demais tia. Eu achei esse jogo muito divertido. Aqui na beira do rio a gente não tem muita coisa para brincar, eu achei ótimo. Será que posso brincar de novo?”, perguntou Lucas Santos, de 9 anos.
 
Para o juiz Rodrigo Curvo, do Juizado Volante Ambiental, que novamente acompanhou o projeto, na parte fluvial, este trabalho de educação ambiental voltado para as crianças é de suma importância, já que elas acabam sendo multiplicadoras das informações que recebem.
 
“A equipe do Juvam está completa no projeto. Este ano, além da parte fluvial, vamos acompanhar a parte terrestre também. O jogo foi uma maneira que encontramos de levar informações importantes de maneira divertida. Ou seja, as crianças aprendem brincando. Além disso, distribuímos apenas na fluvial cinco mil mudas de plantas nativas e frutíferas, que foram trocadas por lixo coletado pelos ribeirinhos ao longo do rio. O trabalho realizado pelo Juvam é importante e também gratificante, pois estamos plantando sementes”.
 
O jogo Rebojando e as diversas brincadeiras educativas realizadas pelo Juvam ao longo do projeto têm por trás uma equipe comprometida, que acredita no que faz e se dedica ao máximo para levar informações que contribuem para a preservação do meio ambiente.
 
A equipe, conduzida pelo juiz Rodrigo Curvo, é formada pelo conciliador Alexandre Corbelino, o sargento PM Gilberto da Costa e Souza, o cabo PM Marcelo Luciano Pereira Campos – o palhaço Lelé Picolé Curinpanpan – e o assessor jurídico Guilherme Dell Grossi.
 
No momento de organizar as brincadeiras, carregar caixas, levar mudas de plantas, estender lona, levar caixa de som, e deixar tudo pronto para a garotada se divertir, ninguém mede esforços. Não tem farda, não tem patente, não tem toga, nem hierarquia, todos se unem e trabalham juntos.
 
Formado em pedagogia, no projeto o policial Marcelo deixa a farda de lado para assumir o lugar do palhaço. Mas por que esta transformação? “Para aproximar as crianças. A farda ainda é algo que assusta, que afasta, que distancia. A figura do palhaço me aproxima das crianças e assim, de forma divertida, eu, juntamente com a equipe, podemos ensinar de maneira lúdica. Acredito que desta forma as crianças prestam atenção e interagem, pois entramos no mundo delas, falamos a mesma língua. Estou vindo pela segunda vez e minha avaliação é muito positiva”.
 
Leia mais sobre o Ribeirinho:
 
 
 
 
 
Janã Pinheiro/Fotos: Chico Valdiner/Gecom-MT
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
(65) 3617-3394/3409