Comarca usa jingle para combater exploração sexual
Um meio simples, mas amplamente conhecido nas rádios e TVs do País, o jingle (mensagem musical utilizada para transmitir uma informação) é uma das armas usadas pela Vara da Infância e Juventude de Primavera do Leste (231km a sul de Cuiabá) para reforçar o combate ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil na unidade judiciária.
A ação faz parte da campanha ‘Faça Bonito - Proteja nossas Crianças e Adolescentes’, desenvolvida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso com apoio do Ministério Público e Prefeitura Municipal.
A mensagem gravada pela ex-participante do programa "The Voice Kids", Ana Rosa, de 13 anos, será transmitida em todas as rádios da região, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado nesta quarta-feira (18 de maio). Nesta noite, a cantora se apresentará às 19h30 no auditório da Câmara Municipal de Primavera do Leste.
A música menciona a tristeza provocada pelo abuso, incentiva o menor a resistir à ameaça, a contar aos professores e a denunciar a situação por meio do Disque 100, uma das alternativas de proteção dos direitos de qualquer criança ou adolescente que esteja sofrendo algum tipo de violação. Confira o áudio AQUI.
O jingle foi escrito pelo secretário municipal de Cultura, Lazer, Turismo e Juventude, Wanderson Lana.
A juíza da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Primavera do Leste, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, afirma que a escolha do jingle como opção para divulgar o Disque 100 ocorreu devido ao alcance que as rádios têm na região. “A cidade possui quatro rádios com grande audiência, por isso escolhemos veicular a música. Outro motivo foi o tipo de linguagem utilizado no jingle, simples e acessível, que irá chamar atenção do público jovem”.De acordo com a magistrada, duas vertentes são trabalhadas na campanha deste ano, a orientação de professores quanto ao recebimento de denúncias, a identificação de alunos que estejam sofrendo abusos e os procedimentos que devem tomar no caso de confirmação das violações. E os esclarecimentos aos estudantes sobre o tema, que abrangem desde o que é considerado abuso até como denunciar.
“A primeira abordagem que realizamos foi um grande seminário que foi realizado no dia 8 de abril para orientar e tirar dúvidas sobre as situações que envolvem o abuso ou exploração sexual infantojuvenil, com participação de professores, policiais civis e agentes de saúde, tendo em vista que eles lidam com esses tipos de casos”.
A juíza alega que, em geral, os primeiros a serem procurados quando ocorre algum tipo de abuso são os professores. Isso porque grande parte deles é proveniente do ambiente familiar. “Se os professores souberem identificar os casos, que providências tomar e onde encaminhar as denúncias, saberão instruir seus alunos. Afinal, é dever de todos prevenir e denunciar os abusos contra crianças e adolescentes”, conclui.
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Viviane Moura
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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