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 22/11/2017   12:09 

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Jecrim lança biblioteca e brinquedoteca em VG

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Juizado Especial Criminal de Várzea Grande (Jecrim) inaugurou a primeira biblioteca e brinquedoteca, na Escola Municipal Joaquim da Cruz Coelho - no bairro Serra Dourada em Várzea Grande.
 
A ação faz parte do programa piloto ‘Justiça em Estações Terapêutica e Preventiva’ e busca proteger as famílias em vulnerabilidade social ligadas a dependência química das drogas. Além disso, o projeto é consequência de um termo de cooperação técnica entre a Prefeitura de Várzea Grande e o Poder Judiciário.
 
O evento de inauguração contou com a participação dos membros do Executivo municipal e do poder Judiciário. A juíza responsável pelo Jecrim-VG, Amini Haddad Campos explicou que a pretensão é atingir as comunidades mais carentes. “Amparo, conscientização e prevenção. Este é um dos bairros com maior índice de criminalidade de Várzea Grande – tráfico de drogas, assaltos e homicídios. Temos o objetivo de prevenir que essas crianças busquem ajuda nas mãos dos criminosos de toda a natureza. Queremos despertar essas crianças, pois conhecimento é libertador. Uma escola melhor significa um bairro melhor, uma comunidade melhor e uma sucessiva sociedade melhor”, comentou.
 
O presidente da Associação dos Magistrados de Mato Grosso (AMAM), José Arimatéia, disse que o Judiciário também é responsável pelo futuro das crianças. “Essa pró-atividade para a solução dos problemas da sociedade é um novo estagio do Judiciário. Essa escola foi contemplada com um trabalho brilhante que possibilitou a recuperação dessa escola e da implantação dessa sala de leitura tão importante para o desenvolvimento das crianças. As pessoas que aqui passarão são o futuro do nosso país e, por conseguinte nós do judiciário somos responsáveis por sua formação”, pontuou.
 
A Juíza auxiliar da Corregedoria Geral de Justiça, Ana Cristina Silva Mendes, reiterou a importância de ações como esta. “Esse projeto é de vital importância, não apenas para o sistema processual, mas também quando nós tratamos uma comunidade - levando conhecimento – estamos possibilitando um afastamento da cultura da judicialização. Então esses métodos de pacificação, conciliação e agora de trazer conhecimento e amparo a sociedade são formas de dar acesso à justiça, não apenas por meio da ‘canetada’ da decisão do juiz”, ponderou.
 
A prefeita Lucimar Sacre Campos aprovou a parceira e elogiou a iniciativa do Poder Judiciário. “Nós precisamos pensar em parcerias como esta para podermos alcançar ainda mais cidadãos. Esse honroso trabalho contemplando pelo Judiciário é enriquecedor e trará as nossas crianças efeito inimagináveis”, comentou.
 
O diretor da escola, Elias Inácio dos Santos, lembrou que a biblioteca é uma ferramenta a mais, no combate ao tráfico e um ‘ampliador’ de horizontes. “Nós temos muitas dificuldades em comunidades como a nossa. Então quando os poderes nos alcançam com projetos e ações como esta é muito enriquecedor. Se os alunos têm mais atrativos na comunidade escolar, elas ficam menos tempo expostas aos perigos do trafico lá fora”.
 
Todos os móveis, livros e decoração foram adquiridos por meio de doações angariadas pelo Judiciário e visam ampliar os horizontes das crianças afetadas pelos altos índices de criminalidade do bairro. A escola foi escolhida após criteriosa analise dos índices de vulnerabilidades a que estão expostas as crianças.
 
O programa visa prestar assistência aos dependentes químicos e ao seu núcleo familiar, em decorrência da projeção da violência e danos sofridos nessas situações. Além disso, busca tratar, acompanhar, examinar, orientar e esclarecer os envolvidos nessa realidade fazendo valer os direitos dos cidadãos.
 
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Ulisses Lalio (Textos e fotos)
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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