Curso de Círculos da Paz é finalizado no TJ
Foi encerrada na sexta-feira (15 de dezembro) a 3ª edição do curso de Facilitadores de Círculos de Construção da Paz, promovido pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Conflitos (Nupemec) na Escola dos Servidores.O curso teve o objetivo de capacitar servidores do Judiciário mato-grossense em uma das frentes de trabalho da Justiça Restaurativa, a fim de que eles sejam multiplicadores dos métodos autocompositivos de solução de conflitos.
“Essa é uma metodologia instigante. Ela procura extrair de cada um o seu melhor porque vivemos muito focados no problema, quando o problema é só um meio para o crescimento. É uma ferramenta muito valiosa que traz uma alegria contagiante de perceber o quanto isso pode ser bom na nossa vida e na vida daqueles que convivem conosco, no nosso local de trabalho e em tudo que nós fazemos”, observou a desembargadora-presidente do Nupemec e recém-eleita presidente do Núcleo Gestor de Justiça Restaurativa (NugJur), Clarice Claudino da Silva.A magistrada afirmou que a conclusão do curso de facilitadores é uma primeira etapa de uma tarefa gigantesca que engloba o crescimento pessoal dos participantes e também “como um elo de uma corrente em prol da pacificação do nosso planeta como um todo, que começa no coração de cada um”.
A servidora Aleteia Assunção Santos, da Comarca de Cáceres (225 a oeste de Cuiabá), conta que ficou muito entusiasmada com o curso, pois pretende praticá-lo na Vara da Infância, onde atua. “Nós pretendemos utilizar os círculos nas escolas, com os adolescentes em conflito com a lei, aqueles que cumprem medidas socioeducativas, de uma forma que a gente traga as famílias desses jovens também porque os círculos promovem esse diálogo, essa conversa e é uma forma de as pessoas trazerem suas emoções, seus sentimentos. Estendendo isso para a família vamos de fato distribuir a paz, não vamos só resolver o conflito daquele processo individual, mas sim trazer pacificação social que é, sem dúvida, o objetivo final do Poder Judiciário”, afirmou.
A servidora do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) Jackline de Souza Almeida foi uma das palestrantes do curso e explica que o curso “é uma caminhada. É uma proposta que esse tribunal escolheu para que as pessoas fizessem uma capacitação mais longa, um pouco mais cuidadosa e com certeza faz uma diferença muito grande na forma de lidar com conflitos um pouco diferente do que já temos conhecido nos tribunais”.O curso segue em uma segunda etapa que compreende a realização de estágio supervisionado pelo TJMT com círculos não-conflitivos e, posteriormente, o trabalho baseado em círculos conflitivos, que envolvem processos judiciais instaurados.
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Mylena Petrucelli/Fotos: Tony Ribeiro (F5)
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