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 19/12/2017   16:26 

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Curso de Círculos da Paz é finalizado no TJ

Foi encerrada na sexta-feira (15 de dezembro) a 3ª edição do curso de Facilitadores de Círculos de Construção da Paz, promovido pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Conflitos (Nupemec) na Escola dos Servidores.
 
O curso teve o objetivo de capacitar servidores do Judiciário mato-grossense em uma das frentes de trabalho da Justiça Restaurativa, a fim de que eles sejam multiplicadores dos métodos autocompositivos de solução de conflitos.
 
“Essa é uma metodologia instigante. Ela procura extrair de cada um o seu melhor porque vivemos muito focados no problema, quando o problema é só um meio para o crescimento. É uma ferramenta muito valiosa que traz uma alegria contagiante de perceber o quanto isso pode ser bom na nossa vida e na vida daqueles que convivem conosco, no nosso local de trabalho e em tudo que nós fazemos”, observou a desembargadora-presidente do Nupemec e recém-eleita presidente do Núcleo Gestor de Justiça Restaurativa (NugJur), Clarice Claudino da Silva.
 
A magistrada afirmou que a conclusão do curso de facilitadores é uma primeira etapa de uma tarefa gigantesca que engloba o crescimento pessoal dos participantes e também “como um elo de uma corrente em prol da pacificação do nosso planeta como um todo, que começa no coração de cada um”.
 
A servidora Aleteia Assunção Santos, da Comarca de Cáceres (225 a oeste de Cuiabá), conta que ficou muito entusiasmada com o curso, pois pretende praticá-lo na Vara da Infância, onde atua.
 
“Nós pretendemos utilizar os círculos nas escolas, com os adolescentes em conflito com a lei, aqueles que cumprem medidas socioeducativas, de uma forma que a gente traga as famílias desses jovens também porque os círculos promovem esse diálogo, essa conversa e é uma forma de as pessoas trazerem suas emoções, seus sentimentos. Estendendo isso para a família vamos de fato distribuir a paz, não vamos só resolver o conflito daquele processo individual, mas sim trazer pacificação social que é, sem dúvida, o objetivo final do Poder Judiciário”, afirmou.
 
A servidora do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) Jackline de Souza Almeida foi uma das palestrantes do curso e explica que o curso “é uma caminhada. É uma proposta que esse tribunal escolheu para que as pessoas fizessem uma capacitação mais longa, um pouco mais cuidadosa e com certeza faz uma diferença muito grande na forma de lidar com conflitos um pouco diferente do que já temos conhecido nos tribunais”.
 
O curso segue em uma segunda etapa que compreende a realização de estágio supervisionado pelo TJMT com círculos não-conflitivos e, posteriormente, o trabalho baseado em círculos conflitivos, que envolvem processos judiciais instaurados.
 
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Mylena Petrucelli/Fotos: Tony Ribeiro (F5)
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