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 28/06/2017   13:09 

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Zé Pretim leva Blues estilizado à Estação da Arte

A mistura entre o sertanejo de raiz e o “Blues”, esta é a proposta inusitada que o músico e intérprete, Zé Pretim, trouxe nesta quarta-feira (28 de junho), para o programa Estação da Arte, da rádio web do Tribunal de Justiça. O ‘bluesy’ como ele batizou seu estilo musical mescla canções tradicionais brasileiras com o renomado som americano.
 
Embora goste de falar sobre a carreira, o cantor autodidata iniciou a entrevista com a radialista Maíra Matos e a jornalista Cristina Azevedo dizendo que a melhor forma que encontrou para se expressar é cantando. E disparou a primeira releitura do sucesso Cuteilinho, de Pena Branca & Xavantinho e Renato Teixieira, em blues, é claro.
 
Somente aí é que contou a origem do amor pela música que começou na infância quando aprendeu sozinho a tocar violão, no interior de Minas Gerais. Cada dia mais empolgado após ter ganho um cavaquinho da mãe, convenceu a família a se mudar para o Mato Grosso do Sul em busca de mais conhecimento musical, na década 1970. Paralelamente, iniciou a trajetória nos palcos de Campo Grande, ao longo de quatro décadas de carreira também se apresentou nos Estados do Pará, Maranhão, Ceará, Rondônia e Santa Catarina.
 
Mas o reconhecimento nacional chegou em 2015 quando ao se apresentar em Rondonópolis foi visto pela apresentadora global Mariana Godoy, que levou o CD gravado até a produção do Programa Jô Soares. “Esse era um sonho antigo meu, levar minha música até o Jô, que sou muito fã. Duas semanas depois eu estava embarcando no avião rumo ao Rio de Janeiro e lá cantei Asa Branca, de Luiz Gonzaga, música que agradou muito ao apresentador e fui aplaudido de pé pelo público”, frisa o músico.
 
Neste entremeio, vivendo em Campo Grande sofreu um acidente de motocicleta que o deixou por dois anos se locomovendo com auxílio de muleta. Teve dificuldades financeiras por não ter como se sustentar, a mãe faleceu e, pelos muitos problemas, sucumbiu ao álcool e às drogas. Todavia, diante da situação reagiu, decidiu se tratar e se livrar definitivamente dos vícios e retomou a carreira musical.
 
Em 2017, Zé Pretim foi redescoberto por meio do clip de ‘Asa Branca’, postado no Youtube e foi convidado para participar do quadro ‘Quem Sabe Canta’, do Programa Raul Gil exibido no SBT. Competição que está recebendo estrelas máximas dos jurados por cinco semanas consecutivas, mas já está classificado para a fase semifinal do programa que irá ocorrer no segundo semestre deste ano.
 
Outras participações do artista neste ano foram nos maiores festivais de blues do País, o Festival de Blues de Londrina, em março e o Bonito Blues & Jazz Festival, em junho. Neste fim de semana, Zé Pretim se apresentou em um pub de Cuiabá.
 
O músico de 63 anos elogiou a iniciativa do Poder Judiciário de abrir espaço para os artistas locais. “É importante que instituições sérias como o Tribunal de Justiça divulguem a cultura Underground. Esse tipo de iniciativa é primordial para a música de qualidade”.
 
Agradecido, ele encerrou a entrevista com os versos ‘Eu vim, eu vim, eu vim de lá pra cá, eu sou, eu sou, eu sou de Cuiabá’, em homenagem ao povo e músicos cuiabanos.
 
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Viviane Moura/ Fotos: Tony Ribeiro (F5)
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