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 03/07/2017   18:15 

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Oficina de Pais e Filhos é realizada no TJMT

O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Infância e Juventude, localizado no Complexo Pomeri, em Cuiabá, realizou a Oficina de Pais e Filhos na Escola dos Servidores do Poder Judiciário, na última sexta-feira (30 de junho). Participaram da atividade 36 pais, mães e tutores legais, nove crianças e cinco adolescentes.
 
Conforme explica a gestora do Cejusc da Infância e Juventude, Waldete Auxiliadora Duarte, o objetivo da oficina é fornecer orientação a pais divorciados, gerando uma oportunidade de enfrentar melhor os conflitos e viver em harmonia.
 
“É um momento em que a cultura da paz vem sendo disseminada e trazida para dentro do Poder Judiciário. Essa é uma oportunidade para que os pais possam entender o quanto é importante trabalhar em conjunto pelo bem estar e pela convivência com os filhos de forma harmônica”, esclareceu Waldete.
 
Na oficina, os grupos são separados por salas. Um dos cônjuges ou detentores da guarda do menor fica em uma sala, enquanto a outra parte recebe as orientações em uma sala diferente. As crianças fazem atividades lúdicas e trabalham o tema dentro de sua compreensão em outra sala, e os adolescentes são abordados de acordo com sua faixa etária em um ambiente próprio.
 
Temas como observação do sentimento do outro, comunicação não violenta, colocar-se no lugar do ex-parceiro e alienação parental foram trabalhados com as famílias. Os processos mais comuns recebidos pelo Cejusc são referentes à guarda, maus tratos e perda do poder familiar.
 
O filho do casal Ana Luiza Scaff Gonçalves e Osvaldo Ataidio Gonçalves faleceu e os avós ficaram com a guarda das netas de 9 e 16 anos. Após certo tempo, a guarda da filha mais velha foi passada para a mãe e a menor ficou com os avós. A separação das irmãs gerou conflito entre a família, fazendo com que eles participassem da oficina para viverem de forma mais harmônica.
 
“A visão que nós temos às vezes não é a real. A oficina mostra outra forma da gente olhar, perceber detalhes que, a princípio, passariam despercebidos. Excelente esse trabalho”, constatou o avô Osvaldo Gonçalves.
 
“Nós não prestamos atenção no sentimento da pessoa quando ela vem falar com você. Aqui você aprende a observar o sentimento. Era algo que eu não prestava atenção”, afirmou Ana Luiza.
 
A Oficina de Pais e Filhos é promovida pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Conflitos (Nupemec).
 
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Mylena Petrucelli/Fotos: Tony Ribeiro (F5)
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