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 17/08/2017   14:23 

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Colégio Coração de Jesus recebe “Nosso Judiciário”

A 59ª instituição de ensino a receber o projeto Nosso Judiciário foi o Colégio Coração de Jesus, em Cuiabá. Na manhã desta quinta-feira (17 de agosto) 440 alunos dos ensinos fundamental e médio receberam cartilha sobre o funcionamento do Poder Judiciário e dos Juizados Especiais e puderam conhecer um pouco acerca das atividades da justiça em Mato Grosso.
 
O objetivo do projeto, que nasceu em 2015, segundo o técnico judiciário Neif Feguri é aproximar o Poder Judiciário da população, informando os alunos do ensino fundamental e médio nas escolas e levar os acadêmicos de Direito para conhecer a sede do Tribunal de Justiça.
 
“Dentro da proposta, nos temas abordados no ensino fundamental procuramos explicar na linguagem deles, enfatizamos o papel da justiça, o que faz um juiz, o que é um tribunal, o fórum, focando o papel do cidadão em seus deveres e obrigações”, explicou Neif, que coordena o projeto com auxílio do servidor Antonio Cegati.
 
Para o ensino médio foi explanado o trabalho e a importância dos juizados, além dos crimes de internet, bem como a Lei Nº. 12.965, de 23 de abril de 2014, que estabelece princípios, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil. Este tema específico foi solicitado nesta ocasião pela diretoria do Colégio e que gerou alguns questionamentos por parte dos alunos.
 
O coordenador pedagógico, professor Dinarte Negrão falou que o comportamento não só dos jovens, mas de toda a sociedade mudou depois do advento da internet e das redes sociais, daí a preocupação para tratar desse assunto durante a oportunidade em que o projeto Nosso Judiciário passou pela instituição de ensino.
 
“Há tempos atrás as ofensas eram feitas por vias diferentes do que ocorre atualmente. Hoje a gente percebe que esse tipo de situação desagradável, que envolvem as relações entre crianças e adolescentes, se torna até conflito de família e chega para a escola porque é aqui que os alunos estão. O que nos estimulou fazer o pedido para abordar esse tema foi mostrar e alertá-los que isso é crime e que não deve acontecer e o respeito deve prevalecer entre todas as pessoas”.
 
O coordenador pedagógico, disse que já havia lido a cartilha e ressaltou a forma com que as informações são repassadas aos alunos. “Me chamou atenção pela maneira didática que foi construído o material e a apresentação também seguiu a mesma forma, de fácil entendimento. A própria palestra nos mostrou isso. Os alunos prestaram atenção e percebi que eles absorveram bem o recado, que devemos recorrer à justiça nas formas da lei e respeitar todos os parâmetros legais”.
 
Aos 14 anos, cursando o sétimo ano do ensino fundamental, João Gabriel Ferreira e Silva pretende fazer Direito e mostrou que sabe os conceitos, por exemplo, de primeira e segunda instâncias, mas não tinha conhecimento da hierarquia e da função de cada cargo dentro do judiciário, como a função e onde atua um desembargador. “Achei bastante importante e a linguagem acessível que o palestrante utilizou. Já tinha interesse na área jurídica e em cursar Direito e isso plantou uma semente dentro de mim”, afirmou.
 
O estudante do terceiro ano do ensino médio, André Pio, foi um dos alunos que fez questionamentos. Ele quis saber sobre as penalidades por crimes praticados em redes sociais como Facebook e whats app e explicou o motivo da sua indagação. “É um assunto muito recorrente a nós estudantes e causa dúvida porque muitas vezes as pessoas não têm informação do que isso pode causar às outras que são agredidas pelas redes sociais”, disse ao complementar que a dúvida foi esclarecida, que esses crimes são passíveis de punição. “Foi muito bem explicado. Aprendi mais sobre os Juizados Especiais também”.
 
Pouco mais de 11 mil crianças do ensino médio e fundamental já foram contempladas com palestras do Nosso Judiciário nas escolas, tanto da rede pública quanto particular de Cuiabá e Várzea Grande. Até o fim de 2017 estão previstas mais seis visitas a instituições de ensino.
 
Confira AQUI mais fotos no Flickr do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
 
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Dani Cunha/Fotos: Otmar de Oliveira (Agência F5)
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