Coordenador avalia expansão do PJe em Mato Grosso
Quem explica esse período é o juiz auxiliar da Presidência e coordenador do Comitê Gestor do PJe, João Thiago de França Guerra. No mês de julho o PJe apresentou problemas de performance que se estenderam por aproximadamente duas semanas, de forma bastante crítica. A administração do TJMT esteve ciente dessa situação, que nunca saiu do controle do Poder Judiciário mato-grossense, como salienta o magistrado.
“Esse cenário aconteceu, mas foi um risco calculado pelo Tribunal. Nós tínhamos uma ação importante que precisava ser concluída, a finalização das migrações dos juizados especiais, que era muito favorável na versão 1.7.2.6. Sabíamos que essa versão, a partir de uma determinada volumetria de processos, estava apresentando problemas de performance bastante significativo. Sabíamos que existiam versões mais maduras como a que estamos em uso agora, a 1.7.2.19. Levamos o sistema ao limite de sua capacidade para conseguir encerrar essa fase das migrações e sair do momento de crise com mais tranquilidade. Essa última versão não tem apresentado problemas de desempenho de nenhuma forma. Ela corrige uma série de deficiências do sistema e a experiência do usuário melhorou sensivelmente”, informa o magistrado.
A implantação do PJe é um plano que se desenvolve em diversas frentes de trabalho e uma delas é o certame de uma nova licitação para contratação de mais de 200 links de comunicação e internet para as comarcas, o que vai melhorar a velocidade da rede. “Hoje a gente tem comarcas que funcionam com links de 512k. A média das nossas comarcas é de 4 MB, algumas comarcas com 8 ou 12MB. Nessa nova contratação, depois de um trabalho muito intenso junto aos provedores de serviço, o nosso menor link será de 8MB. Isso é um ganho gigantesco de infraestrutura para as comarcas. A experiência dos usuários deve melhorar muito com isso”, acrescenta.
Além disso, existem as ações dentro do próprio projeto e a primeira delas é a implantação da versão 2.0 ao longo do segundo semestre, que tende a ser um grande divisor de águas para o Poder Judiciário de Mato Grosso. “Todos os tribunais estão apoiando a homologação do sistema e estarão autorizados a implantá-la depois da autorização do Conselho Nacional de Justiça”.
Depois da implantação desta nova versão será realizado um grande trabalho de recapacitação dos usuários internos e externos que, diferentemente da capacitação inicial, feita em laboratório, em ambiente controlado, será feita no ambiente de trabalho. “Ao longo de 2018 o nosso objetivo é implantar PJe em100% das unidades judiciárias até o final da gestão do desembargador Rui Ramos Ribeiro”.
Todo esse trabalho de aperfeiçoamento da ferramenta e solução dos problemas só foi possível graças ao trabalho coletivo da equipe da CTI do Tribunal, conforme destaca o juiz João Thiago.
“É nos momentos de crise que as grandes pessoas marcam o seu espaço. Nós passamos por um momento de crise, os nossos usuários ficaram insatisfeitos, tivemos instabilidade do sistema e a gente só sobreviveu graças à equipe da CTI, à liderança do coordenador, Thomás Caetano, ao empenho dos servidores Gustavo Piccin, Rafael Brecailo, Francisco Marcílio, Rodolfo Siqueira, Danilo da Silva, a paciência e o esforço do Marcos Gomes, com a equipe de suporte técnico de atendimento SDK”, afirma. “Esse pessoal e sua equipe trabalharam de forma absurdamente profissional, com uma dedicação ímpar e foi esse time, com a sua união, que permitiu que nós passássemos por esse momento de instabilidade, que nós evoluíssemos a ferramenta. Hoje os nossos indicadores demonstram que está tudo funcionando e que o trabalho flui. Aproveito esse momento para deixar meu agradecimento sincero e pessoal para toda equipe porque eu gostaria que todos soubessem o que esse pessoal faz pelo Poder Judiciário. Eles são muito bons”.
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Dani Cunha/ Fotos: Tony Ribeiro (F5)
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