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 04/08/2017   18:28 

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Coordenador avalia expansão do PJe em Mato Grosso

 Em constante evolução, o Processo Judicial Eletrônico (PJe) é um marco definitivo no Poder Judiciário de todo o Brasil. Uma ferramenta moderna, segura e que tem o objetivo de garantir celeridade ao trâmite processual. Em Mato Grosso, os cenários são os mais diversos diante da rotina de trabalho imposta, tanto ao público interno quanto externo. Com essa nova realidade vieram falhas e momentos difíceis, porém, a equipe de profissionais da Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI) do Tribunal de Justiça (TJMT) controlou a situação para que adiante os resultados fossem positivos.
 
Quem explica esse período é o juiz auxiliar da Presidência e coordenador do Comitê Gestor do PJe, João Thiago de França Guerra. No mês de julho o PJe apresentou problemas de performance que se estenderam por aproximadamente duas semanas, de forma bastante crítica. A administração do TJMT esteve ciente dessa situação, que nunca saiu do controle do Poder Judiciário mato-grossense, como salienta o magistrado.
 
“Esse cenário aconteceu, mas foi um risco calculado pelo Tribunal. Nós tínhamos uma ação importante que precisava ser concluída, a finalização das migrações dos juizados especiais, que era muito favorável na versão 1.7.2.6. Sabíamos que essa versão, a partir de uma determinada volumetria de processos, estava apresentando problemas de performance bastante significativo. Sabíamos que existiam versões mais maduras como a que estamos em uso agora, a 1.7.2.19. Levamos o sistema ao limite de sua capacidade para conseguir encerrar essa fase das migrações e sair do momento de crise com mais tranquilidade. Essa última versão não tem apresentado problemas de desempenho de nenhuma forma. Ela corrige uma série de deficiências do sistema e a experiência do usuário melhorou sensivelmente”, informa o magistrado.
 
De acordo com João Thiago, esse momento de instabilidade desagradou muito os usuários, contudo, nesse ponto é importante que se diga que embora a ferramenta PJe não esteja pronta e acabada, que não tenha a maturidade que muitos dos usuários mais exigentes gostariam e que embora existam muitas melhorias possíveis, esta é a plataforma oficial e única de processo eletrônico. “É para essa plataforma que vai convergir todo o acervo do Judiciário mato-grossense e essa é uma decisão que já foi tomada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. O Processo Judicial Eletrônico está implantado em 57% das unidades judiciárias. Mais da metade dos casos novos entram no PJe, então já passamos do ponto de não retorno, é impossível pensar em se implantar outra ferramenta de processo eletrônico. O que nós devemos fazer agora é trabalhar para garantir a usabilidade, a alta disponibilidade, a escalabilidade da plataforma para que nosso usuário tenha melhor experiência no PJe”.
 
A implantação do PJe é um plano que se desenvolve em diversas frentes de trabalho e uma delas é o certame de uma nova licitação para contratação de mais de 200 links de comunicação e internet para as comarcas, o que vai melhorar a velocidade da rede. “Hoje a gente tem comarcas que funcionam com links de 512k. A média das nossas comarcas é de 4 MB, algumas comarcas com 8 ou 12MB. Nessa nova contratação, depois de um trabalho muito intenso junto aos provedores de serviço, o nosso menor link será de 8MB. Isso é um ganho gigantesco de infraestrutura para as comarcas. A experiência dos usuários deve melhorar muito com isso”, acrescenta.
 
Além disso, existem as ações dentro do próprio projeto e a primeira delas é a implantação da versão 2.0 ao longo do segundo semestre, que tende a ser um grande divisor de águas para o Poder Judiciário de Mato Grosso. “Todos os tribunais estão apoiando a homologação do sistema e estarão autorizados a implantá-la depois da autorização do Conselho Nacional de Justiça”.
 
Depois da implantação desta nova versão será realizado um grande trabalho de recapacitação dos usuários internos e externos que, diferentemente da capacitação inicial, feita em laboratório, em ambiente controlado, será feita no ambiente de trabalho. “Ao longo de 2018 o nosso objetivo é implantar PJe em100% das unidades judiciárias até o final da gestão do desembargador Rui Ramos Ribeiro”.
 
Todo esse trabalho de aperfeiçoamento da ferramenta e solução dos problemas só foi possível graças ao trabalho coletivo da equipe da CTI do Tribunal, conforme destaca o juiz João Thiago.
 
“É nos momentos de crise que as grandes pessoas marcam o seu espaço. Nós passamos por um momento de crise, os nossos usuários ficaram insatisfeitos, tivemos instabilidade do sistema e a gente só sobreviveu graças à equipe da CTI, à liderança do coordenador, Thomás Caetano, ao empenho dos servidores Gustavo Piccin, Rafael Brecailo, Francisco Marcílio, Rodolfo Siqueira, Danilo da Silva, a paciência e o esforço do Marcos Gomes, com a equipe de suporte técnico de atendimento SDK”, afirma. “Esse pessoal e sua equipe trabalharam de forma absurdamente profissional, com uma dedicação ímpar e foi esse time, com a sua união, que permitiu que nós passássemos por esse momento de instabilidade, que nós evoluíssemos a ferramenta. Hoje os nossos indicadores demonstram que está tudo funcionando e que o trabalho flui. Aproveito esse momento para deixar meu agradecimento sincero e pessoal para toda equipe porque eu gostaria que todos soubessem o que esse pessoal faz pelo Poder Judiciário. Eles são muito bons”.
 
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Dani Cunha/ Fotos: Tony Ribeiro (F5)
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