PJMT leva mensagem de paz a estudantes de Cuiabá
A violência doméstica e familiar está presente no cotidiano da maior parte dos brasileiros: 54% conhecem uma mulher que já foi agredida por um parceiro e 56% conhecem um homem agressor. Esses dados são de uma pesquisa realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão, com entrevistados de ambos os sexos e todas as classes sociais, que revelou significativa preocupação da sociedade com a violência doméstica e os assassinatos de mulheres no Brasil. O estudante Augusto Samuel Soares de Oliveira, de 15 anos, comprova essa estatística. Ele, que já ouviu relatos de violência contra a mulher no bairro onde mora, em Cuiabá, participou de uma palestra sobre o tema, na tarde de segunda-feira (21 de agosto).“É muito interessante conhecer mais sobre esse assunto porque quase não ouvimos, as pessoas vivem e se calam. A partir de agora serei um multiplicador das informações passadas aqui”, contou o aluno do 1º ano da Escola Estadual Presidente Médici. Cerca de 120 estudantes de 15 e 16 anos e professores da unidade de ensino participaram da palestra promovida pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso (Cemulher), durante a 8ª etapa da campanha ‘Justiça pela Paz em Casa’. A juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT) Ana Cristina Silva Mendes foi a responsável por conversar com os jovens.
A magistrada apresentou dados da violência doméstica, falou sobre os avanços nos 11 anos da Lei Maria da Penha, explicou como os alunos podem ajudar, o que fazer, como denunciar, e o curso do processo judicial. Além disso, a palestrante frisou que os custos sociais e econômicos da violência contra as mulheres são enormes e têm efeito sobre toda a família e sociedade, daí a ideia de trabalhar o tema ‘Justiça Restaurativa – Respeito pela Família’ nesta edição da campanha. A juíza ainda esclareceu dúvidas a respeito da violência sexual, abuso e exploração. A diretora em exercício na escola, Margarete Terezinha Alves Spies, aprovou a iniciativa da Cemulher. “É de grande importância a presença do Judiciário na escola com essas palestras. A fala da juíza aproxima os jovens da justiça, além de trazer a afetividade que eles tanto precisam. Isso faz com que deixem de enxergar a Justiça em um pedestal e percebam que ela existe para ajudar a construir um cidadão com todos os seus direitos. Esperamos receber mais vezes projetos como esse, em benefício de outras turmas, para difundirmos e multiplicarmos informações fundamentais como o combate à violência. Antigamente pensávamos apenas na agressão física, mas hoje conhecemos tantas outras formas de violência, todas prejudiciais aos seres humanos”, salientou a professora.
A ‘Justiça pela Paz em Casa’ segue com atividades no decorrer desta semana em todas as comarcas de Mato Grosso. Confira aqui a programação completa de Cuiabá.
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Ana Luíza Anache
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