TJMT adquire ferramenta que reduz erros no PJe
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) tem investido em melhorias para o aperfeiçoamento do Processo Judicial Eletrônico (PJe). O objetivo é promover avanços na correção das falhas do sistema e progressos na usabilidade por parte dos usuários, tanto internos quanto externos. Para isso, a ferramenta C.A. foi adquirida recentemente para todo ambiente de Tecnologia da Informação do Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT).A ferramenta propicia condições de configurar todo ambiente informatizado para que ele possa atender o usuário com a melhor qualidade possível, permitindo toda a configuração de infraestrutura do Tribunal de acordo com o uso dos serviços disponibilizados pelo Poder Judiciário.
De acordo com o diretor de Conectividade da Coordenadoria de Tecnologia da Informação, Francisco Marcílio, isso reflete nos números. Ele exemplifica com um problema de lentidão ocorrido este mês. Ele relata que quando a falha teve início, no dia 12 de julho, a taxa de erro era de 50% na hora de acessar o sistema. Depois de feitas todas as alterações de infraestrutura e de versionamento do Processo Judicial Eletrônico, as mesmas taxas caíram praticamente a zero em dois dias. “A mudança da versão, juntamente com a ferramenta de monitoramento, nos permitiu acrescentar maior número de computadores/servidores para atender o PJe”, explica. Francisco atribui três fatores para a redução considerável desse índice: configuração de servidores, atualização da versão e a utilização da ferramenta de monitoramento. Ele ressalta que é preciso manter o equilíbrio a todo o momento no ambiente. “Essa ferramenta nos mostra, de uma forma muito mais clara, o que fazer para ficar equilibrado entre demanda e desempenho. Os resultados vieram e os percentuais são muito positivos”.
O diretor explica que esse monitoramento permitiu saber o motivo da lentidão da plataforma. Inicialmente a razão estava na robotização, que gerava um gargalo no sistema. A robotização na consulta processual ocorre quando empresas terceiras que prestam informações, normalmente para advogados, acessam o PJe simulando um usuário, com login e senha ou usando certificado digital e fazem consulta de uma forma muito rápida e em um volume muito grande, fazendo com que o ambiente tecnológico ficasse mais lento. “O sistema de monitoramento nos permitiu identificar os problemas e nos deu condições para fazermos ajustes desses equipamentos”.
Com essa questão, a Coordenadoria de Tecnologia de Informação informa que há meios corretos para que essas empresas atuem e busquem dados processuais através do modelo nacional de interoperabilidade. O TJMT, por meio da TI, está identificando essas empresas para fazer contato, solicitar e instruir que elas façam o uso correto do mecanismo de interoperabilidade para buscar essas informações.
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Dani Cunha/Fotos: Otmar de Oliveira (F5)
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