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 11/04/2022   07:54 

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Corregedoria em Ação conversa com servidores de Barra do Garças

Em seu penúltimo dia em Barra do Garças, o Programa Corregedoria em Ação conversou com servidores do fórum, visitou cartórios e obra do Socioeducacional da região. Houve pedido de elogio por parte da Subseção da OAB da comarca e diversas referências pelo bom atendimento do Fórum de Barra do Garças.
 
"Sempre gosto de agradecer a Deus por estarmos vivos, ainda mais após um período tão difícil, e por isso considero tão importantes estarmos aqui fisicamente. Esta é nossa proposta. Tenho uma satisfação muito grande em estar aqui. Na minha época de juiz aqui foram promovidos os então juízes, Sebastião Moraes e Teomar Correia e chegamos, eu, Pedro Sakamoto e Rondon Bassil. Mandei mensagem pra eles ontem e disse que estou viajando no tempo. E todos falaram: tempos felizes. Constituímos aqui a família forense. Nosso único objetivo era manter a harmonia e entregar o melhor serviço ao jurisdicionado. Aqui impera a harmonia. Jurisdicionei em Juara, Sinop, Cárcere, Barra e Rondonópolis nestes 37 anos de magistratura. Poderia já estar em casa de chinelo bambolê, mas tenho certeza que posso fazer mais pelo nosso Judiciário. Quero ser ouvido e principalmente ouvir os servidores e magistrados e claro, que necessita do sistema. Só assim faremos o melhor. Estamos cponstruindo uma gestão de apoio, por isso é extremamente importante ouvi-los. Vocês são imprescindíveis para fazer a máquina andar e funcionar o mais perto da perfeição. Temos oito meses de gestão para isto. Tempo suficiente para implantar as melhores práticas. O PJe já melhorou muito e vai ainda mais. Estamos construindo juntos e somos mais fortes exatamente por isto. Sintam-se à vontade para tecer críticas e fazerem sugestões. O que depender da Corregedoria faremos e contem com esta gestão da presidente Maria Helena Póvoas e da vice, Maria Aparecida, que trabalha uníssona", palavras iniciais do corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira.
 
"Parabenizo o senhor pelo Programa Corregedoria em Ação. Sempre tivemos a imagem da Corregedoria como órgão sensor e nesta jornada está mais do que comprovada que a Corregedoria é de apoio e também, de atividade preventiva. Aproveitem a oportunidade, é o momento de vocês manifestarem a alegria e tristeza", disse o juiz-diretor do Foro de Barra do Garças, Michell Lotfi Rocha da Silva.
 
Agradeço a oportunidade de estarmos aqui, agradeço à generosidade do corregedor Zuquim em oportunizar a Vice-Presidência em expor questões importantes aos senhores. Temos colegas da época do fichário e agora vivemos a era eletrônica. indicou o juiz auxiliar da Vice-Presidência, Aristeu Dias Batista Vilella. "Agradeço também esta oportunidade que o corregedor nos permite. Fui auxiliar, escrevente, escrivão, ajudei a cumprir mandado. Isso desde 1992. Esta é a primeira vez que vejo um corregedor sentar com os servidores para ouvi-los. Aproveitem este momento. É o momento de exporem a ansiedade e críticas, pois são vocês que vivenciam lá na ponta. Cito o Apóstolo Paulo: não nos cansemos de fazer o bem, pois se não desanimarmos, colheremos o bem. Bom trabalho", considerou o também juiz auxiliar da Vice-Presidência, Edson Dias Reis.
 
"São 17 anos de magistratura e não vi uma ação desta natureza e elas fortalecem o Judiciário. Estamos aqui para um diálogo sem reservas. Viemos presencialmente pois suas vozes são importantes para nós", salientou o juiz auxiliar da CGJ, Eduardo Calmon de Almeida Cézar, responsável pela parte disciplinar de servidores/magistrados e dos cartórios extrajudiciais. "Estamos também de carona com a Corregedoria. O Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) é responsável pelos serviços de auto composição do Judiciário e precisamos muito de todos vocês para divulgarmos ainda mais nossas praticas pela pacificação social", convidou a juíza coordenadora do Nupemec, Cristiane Padim da Silva.
 
"Barra do Garças é uma comarca muito importante como todas outras são, pois elas são onde vivemos e trabalhamos. O corregedor tem se decicado muito a atender a todas categorias e públicos e aqui também temos a recomendação para entregarmos nosso melhor", pontuou o juiz auxiliar da CGJ, Emerson Cajango. "Capricho. É a palavra que uso hoje para definir nossa ação. São Paulo, Bairro do Bechiga. O filho diz à mãe que está com muita fome e a mãe fez uma macarronada, coloca queijo por cima e o filho quer comer logo, mas ela pega dois tomates cereja e uma folha verde e coloca por cima, melhorando ainda mais o aroma, sabor e deixando o filho ainda mais satisfeito. Isto é capricho! Aquela servidora que recebe demandas dos advogados em um dia e entrega no outro e ainda avisa aos advogados que a missão foi cumprida. Isso é capricho! Recebemos elogios e mais elogios públicos aos servidores da comarca durante nossa visita à OAB. Vamos nos preparar ainda mais. Manuais dos agentes da infância, vamos atualizar Manuais da Central de Administração, Central de Distribuição, entre outros. Vamos lançar em breve 400 vagas para cursos via Escola dos Servidores, outra grande parceira nossa", revelou o coordenador da CGJ, Flávio de Paiva Pinto.
 
O oficial de justiça Vanderlei Matte disse "Achei de muita valia a vinda de vocês, pois os servidores têm poucas chances de conversarem de forma direta e informal como foi aqui", opinou o oficial que tem 22 anos de Judiciário. A gestora judicial do Cejusc, Telma Maria de Farias Salamoni, também opinou. "Vejo que foi uma inovação, já tenho 34 anos de judiciário é uma das pouquíssimas vezes que vejo este tipo de acesso, de uma forma tão simples e amistosa". A gestora-geral da Comarca, Elizangela Nunes de Oliveira Schweig, também observou. "É uma oportunidade ímpar, pois pudemos falar de dificuldades e necessidades nossas. Podemos esclarecer com a equipe da Corregedoria, inclusive com a parte da informática, isso foi inédito, nunca tivemos essa oportunidade de falar. Tivemos algumas chances, mas não como desta maneira", considerou a gestora. Logo após o corregedor continuou conversando com técnicos e auxiliares judiciários.
 
Enquanto isso a juíza auxiliar da CGJ, Christiane da Costa Marques Neves, o juiz da Infância e Juventude de Barra do Garças, Alexandre Meinberg Ceroy e a secretária-adjunta de Justiça do Estado, Lenice Silva dos Santos Barbosa, visitavam as obras do Centro de Atendimento Socioeducativo (Casa), que atenderá até 60 internos (masculinos) da região. São duas alas. Uma com 30 vagas destinadas a internos definitivos, cuja sentença transitou em julgado e outras 30 para os internados provisórios. Um Termo de Ajustamento de Conduta entre os entes vem sendo liderado pelo magistrado local.
 
"Se não houvesse integração entre Judiciário, Ministério Público, Procuradoria e Governo do Estado esta obra não teria saido do papel. É uma integração que vai trazer benefícios à sociedade", considerou o juiz da Infância e Juventude. "É de fundamental importância conhecermos esta obra que vai atender a região. As instalações são amplas e atendem as necessidades da sociedade", disse a magistrada que é auxiliar da Corregedoria. "A parceria com o Judiciário é essencial para o êxito desta necessidade local. Ela é objeto de um acordo e vocês têm sido importantes até na celeridade das obras, já que os recursos estão bloqueados, o pagamento é feito pelo Judiciário, mediante alvarás. Ela funcionará de forma pedagógica, com projetos, reinserção social dos adolescentes. Algo muito importante já que eles devem retornar às suas comunidades", pontuou a secretária-adjunta de Justiça do Estado.
 
Em outra frente de trabalho a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher) visitou a Rede de Proteção no Município de Pontal do Araguaia, que faz divisa com Barra do Garças. Barra tem sua Rede como referência nacional e internacional. A assessora da Cemulher, Ana Emília Iponema Brasil Sotero, conseguiu agendar três capacitações para agentes de saúde, profissionais da Educação e Assistência Social. Uma Universidade particular também será parceira.
 
Além do prefeito, Adelcino Francisco Lopo, participaram ainda da reunião: Michele da Silva Alves, secretária de Assistência Social; Clênia Monteiro Ibrahim, secretaria de Saúde; Wandeir Silverina Silva, secretária de Educação e Antônia Parreira Almeida, secretaria de Governo. A assessora da Cemuler ainda assegurou a participação de representantes do município no período de orientação sobre a temática que terá propiciado ao magistrados dos polos na tarde deste sábado.
 
O juiz auxiliar da CGJ, Eduardo Calmon de Almeida Cezar, visitou os cartórios do Primeiro e Segundo Ofício (Notas e Registro Civil) de Barra do Garças. Em ambos, o magistrado considerou os serviços satisfatórios e fez elogios à estrutura e tempo de atendimento. "Temos uma estrutura ímpar em que os usuários têm todas as necessidades atendidas. Os ato são praticados de forma célere, bem abaixo do tempo exigido. Tanto o Primeiro como o Segundo Ofício de Barra do Garças, podem ser considerados modelos a serem seguidos pelas demais serventias. A Corregedoria sai satisfeita da visita, consignando votos de elogio a forma como ambos conduzem as serventias", revelou o magistrado.
 
"Legalidade é uma via de muitos caminhos e a Corregedoria é um GPS. É um guia que nos ajuda a escolher o melhor caminho para nós e consequentemente à população. Para que possamos prestar a melhor Justiça no seu sentido material. A Corregedoria e os serviços notariais são indissociáveis e o Corrgedoria em Ação reforça esse vínculo", disse o tabelião do Segundo Ofício, Rainner Jerônimo Roweder. "É uma parceria muito importante, primeiro o extrajudicial é um braço do Poder Judiciário que colabora com efetivação dos Direitos fundamentais, acompanha o cidadão durante sua vida, registrando fatos e situações jurídicas, que darão dignidade e segurança jurídica, isso vai desde Direitos da personalidade até o Direito de propriedade. Essa relação e colaboração entre os dois garantirá serviços públicos mais eficientes, desjudicializando conflitos, gerando aí um desafogamento do Poder Judiciário, concentrando o Judiciário nas questões mais sensíveis, faro que o tornará mais célere. Pela sua capilaridade o extra torna o cidadão mais próximo dos serviços públicos. Essa sintonia só facilita a vida da população ", concluiu o tabelião do Primeiro Ofício, Julian Barros.
 
Programação de sábado:
 
Manhã - O coordenador da CGJ, Flávio de Paiva Pinto, abordou as Metas do CNJ; Núcleo 4.0; Juízo 100%. Os temas: Auditoria Remota; Ranking; Selos CNJ, ficaram a encargo do juiz auxiliarda CGJ, Emerson Luis Pereira Cajango.
 
Tarde - 14h os juízes auxiliares da Vice-Presidência: Aristeu Dias Batista Vilella e Edson Dias Reis, falarão sobre o Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e de Ações Coletivas ( Negepnac); na sequência o juiz auxiliar CGJ, Eduardo Calmon de Almeida Cézar, falará sobre ações do Foro Extrajudicial; entre 14h45 e 15h30, a juíza auxiliar da CGJ, Christiane da Costa Marques Neves, abordará os temas: Adoção, Leãozinho e Programa Família Acolhedora. A assesora da Cemulher, Ana Emília Iponema Brasil Sotero, falará sobre a Violência Doméstica e Rede de Enfrentamento.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição das imagens:
 
Foto 1: Foto: colorida. Várias pessoas sentadas em um grande salão. Elas ouvem o corregedor José Zuquim que está em pé, de camisa vinho e suspensórios.
 
Foto 2: O corregedor conversa com seis servidores da comarca. Todos estão em pé no salão. Estão dispostos em círculo
 
Foto 3: A juíza Christiane e o juiz Ceroy acompanhados de uma colisão que vistoriou as obras do Socioeducativo
 
Foto 4: Foto colorida. Dois homens de terno. O juiz Eduardo Calmon em visita a uma dos cartórios de Barra do Garças
 
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Ranniery Queiroz /Fotos Adilson Cunha
Assessoria de imprensa CGJ