Semana de Combate ao Assédio e Discriminação promove ações de conscientização no Fórum de Cuiabá
Durante esta semana, entre
os dias 05 e 09 de maio, o Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) realiza a
“Semana de Combate ao Assédio Moral, Assédio Sexual e à Discriminação” numa
mobilização voltada à conscientização de magistrados, servidores e
colaboradores, e ao enfrentamento dessas condutas no ambiente de trabalho.
Nesta quarta-feira (07 de maio), as ações foram realizadas no Fórum da Comarca
de Cuiabá com um “pit-stop” e a colocação de uma urna para receber
manifestações da prática de assédio no maior Fórum de Mato Grosso.
O principal objetivo da
programação é tornar o enfrentamento e a denúncia de assédio moral, sexual e de
discriminação mais acessíveis dentro do Poder Judiciário.
A diretora do Foro da
Comarca de Cuiabá, juíza Hanae Yamamura de Oliveira, recebeu a desembargadora
Wandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, presidente do Comitê de Prevenção e
Enfrentamento ao Assédio Moral, Assédio Sexual e da Discriminação do TJMT; a
presidente da Associação Mato-Grossense de Magistrados (Amam) e da Associação
Brasileira de Mulheres Juízas (ABMJ), juíza da 1ª Turma Recursal, Eulice
Jaqueline da Costa Silva Cherulli; e a juíza da 2ª Turma Recursal, Juanita Cruz
da Silva Clait Duarte, para as atividades no Fórum.
A desembargadora Wandymara
Galvão afirmou que o Poder Judiciário de Mato Grosso está intensificando suas
ações de combate ao assédio e discriminação em todas as comarcas. Ainda em
2024, foi criada a Instrução Normativa nº 04/2024, que detalha o processo de
atendimento às vítimas, garantindo sigilo, acolhimento, escuta e, se
necessário, encaminhamento para apoio psicológico e para a Justiça
Restaurativa.
“Para dar seguimento a essas
ações ao longo do ano, diversas medidas estão planejadas até dezembro, como
capacitações, especialmente para líderes e gestores, dando continuidade ao
trabalho iniciado pela minha antecessora, a desembargadora Maria Erotides
Kneip. Queremos um ambiente de trabalho 100% saudável, reconhecendo a
importância da saúde mental para os servidores, a produtividade e o bem-estar
geral”, afirmou Wandymara.
Ela informou que rodas de
conversa sobre o tema já foram realizadas nas comarcas de Araputanga, São José
dos Quatro Marcos e Cáceres. Na próxima semana, as ações estão previstas para
as Comarcas de Diamantino e Arenápolis.
No Fórum da Capital, a
diretora do Foro da Comarca de Cuiabá explicou aos servidores reunidos no
saguão que, embora a semana seja dedicada à divulgação, a Comissão opera durante
todo o ano, oferecendo um canal para que qualquer pessoa que trabalhe no Poder
Judiciário de Mato Grosso possa denunciar ocorrências.
“Elas podem procurar a
Comissão ou a diretoria do Fórum, onde há uma urna para receber denúncias de
forma anônima ou identificada. Essas denúncias serão encaminhadas de forma
segura à Comissão Judicial competente, tanto no primeiro quanto no segundo
grau”, explicou Hanae Yamamura, afirmando que a urna é uma forma simbólica e
direta para que as pessoas entreguem suas queixas, e até mesmo sugestões,
pessoalmente.
Existem outros canais de
comunicação para denúncias, como o Controle de Informações Internas (CIA),
disponível na Intranet, a Ouvidoria do TJMT e a Corregedoria Geral da Justiça
(CGJ-TJMT).
A coordenadora da Semana de
Combate ao Assédio, juíza Jaqueline Cherulli, destacou que o principal objetivo
do evento é desmistificar o próprio assédio e conscientizar as pessoas de que a
prática não é algo normal no ambiente de trabalho, causa adoecimento e não é
inerente à dinâmica do trabalho.
Ela disse que várias formas
de assédio passam despercebidas e que, se alguém cresce em um ambiente onde o
assédio é a norma, pode não reconhecer como é trabalhar sem ele. Ela mencionou
a palestra de abertura do Conselheiro Alexandre Teixeira, que apontou que até
mesmo o comportamento de um líder, por vezes, é assediador.
“Verdadeiros líderes lideram
por suas ações e comportamento, não apenas por sua posição no organograma.
Impor limites irrealistas aos funcionários, priorizar números em detrimento da
saúde física e mental deles é intolerável. É um tema sensível e precisamos
falar sobre isso, porque o ser humano é limitado. A discriminação e o assédio
sexual são mais perceptíveis, já o assédio moral é, na maioria das vezes,
imperceptível”, afirmou Cherulli.
Semana de Combate ao Assédio
Moral, Sexual e à Discriminação
A programação teve início
nesta segunda-feira (05 de maio) com a palestra do conselheiro do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) e desembargador do Trabalho da 1ª Região, Alexandre
Teixeira de Freitas, que falou sobre a implementação de políticas de prevenção
ao assédio e à discriminação no ambiente de trabalho no âmbito do Poder
Judiciário, de acordo com a Resolução nº 351/2020.
A realização é do Comitê de
Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Assédio Sexual e da Discriminação
do TJMT, em parceria com a Comissão de Equidade de Gênero, a Escola Superior da
Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), a Associação Mato-Grossense de
Magistrados (Amam) e a Associação Brasileira de Mulheres Juízas (ABMJ).
A Semana de Enfrentamento ao
Assédio Moral, Sexual e à Discriminação atende à Resolução CNJ nº 351/2020, que
estabelece as diretrizes para a prevenção e o enfrentamento do assédio moral,
assédio sexual e discriminação no Poder Judiciário, visando garantir ambientes
de trabalho saudáveis e respeitosos. A iniciativa busca fortalecer a cultura de
respeito e dignidade, promovendo a conscientização e o combate a essas
práticas.
Leia também:
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Marcia Marafon / Foto: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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