Provimento 195 do CNJ é divisor de águas na regularização fundiária, avaliam especialistas
O
Provimento 195 do Conselho Nacional de Justiça foi apontado como um divisor de
águas na regularização fundiária, por modernizar a atividade registral,
fortalecer a fiscalização e criar um microsistema de saneamento extrajudicial
que amplia a autonomia dos cartórios de registro de imóveis. A avaliação foi
feita por Greg Valadares Guimarães Barreto, diretor de Regularização Fundiária
Rural do Registro de Imóveis do Brasil, durante o Seminário on line Solo Seguro
Amazônia, promovido pela Corregedora-Geral da Justiça de Mato Grosso, na tarde
de quinta-feira (28 de agosto).
“Trata-se
de um marco que moderniza a atividade registral, fortalece a fiscalização e
busca reduzir litígios, ao mesmo tempo em que reforça a confiança no sistema”,
afirmou Greg Valadares Guimarães Barreto.
A advogada Tatiana Monteiro Costa e Silva, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT), destacou que, embora a norma mencione a Reurb (Regularização Fundiária Urbana) de forma pontual, a inclusão já representa um avanço para o fortalecimento da política pública de regularização urbana.
“A Reurb é indispensável para que núcleos informais
passem à legalidade e o Provimento reforça essa importância, ainda que precise
amadurecer na prática”, pontuou.
A
registradora Fernanda Lourdes de Oliveira, titular do 3º Registro de Imóveis de
Campinas (SP), reforçou a necessidade de integração de dados e transparência,
ao explicar que o cadastro tem caráter administrativo, enquanto o registro
garante autenticidade e eficácia jurídica.
Já Laura
Auxiliadora Carli, escrevente do 1º Ofício de Várzea Grande e integrante da
Comissão Municipal de Regularização Fundiária, apresentou a ferramenta
Inventário Estatístico Eletrônico do Registro de Imóveis (IERI-e), que
permitirá maior padronização e transparência na coleta de dados.
O
seminário on line Solo Seguro Amazônia foi realizado dentro da Semana Nacional
de Regularização Fundiária – Solo Seguro. A abertura foi feita pelo
corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, e pela
juíza auxiliar da CGJ e coordenadora do Programa Solo Seguro, Myrian Pavan
Schenkel, que ressaltou a relevância da discussão para garantir maior segurança
jurídica e efetividade ao sistema registral. O evento foi transmitido pelo
canal do TJMT no YouTube e pela plataforma Teams.
“Foi uma
tarde de muito compartilhamento de informações e aprendizado, que nos mostra o
quanto ainda temos desafios pela frente, mas também grandes oportunidades de
avanço na regularização fundiária”, concluiu a juíza Myrian no encerramento do
encontro virtual.
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Assessoria de Comunicação
CGJ-MT
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