Descontos irregulares em benefício previdenciário geram indenização de R$ 5 mil
Resumo:
- Os descontos não autorizados
foram feitos em conta de aposentadoria.
- A Terceira Câmara de Direito
Privado entendeu que não houve falha na decisão anterior.
A Terceira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso analisou um caso envolvendo descontos feitos sem autorização em conta bancária usada exclusivamente para o recebimento de aposentadoria. A ação começou após a identificação de cobranças mensais relacionadas a um pacote de serviços que não teve contratação comprovada, o que levou a parte consumidora a procurar a Justiça.
O caso chegou ao Tribunal por
meio de apelação e a Câmara entendeu que as cobranças eram irregulares, já que
a conta tinha finalidade restrita ao recebimento de benefício previdenciário.
Na ocasião, os desembargadores determinaram a restituição em dobro dos valores
cobrados indevidamente e fixaram indenização por danos morais no valor de R$ 5
mil.
Após o julgamento, foram
apresentados embargos de declaração com o argumento de que o acórdão teria sido
omisso. A Terceira Câmara, no entanto, concluiu que a decisão anterior analisou
de forma completa todos os pontos necessários ao julgamento da causa.
O relator, desembargador Dirceu
dos Santos, explicou que os embargos de declaração só são cabíveis quando há
omissão, contradição, obscuridade ou erro material, o que não ocorreu no caso.
Segundo o voto, a medida foi utilizada como tentativa de reabrir a discussão
sobre o mérito da decisão, o que não é permitido por meio desse tipo de
recurso.
O relator também destacou que a
cobrança de tarifas sem autorização em conta destinada ao recebimento de verba
alimentar configura falha na prestação do serviço e gera o dever de indenizar,
independentemente de prova de culpa, por se tratar de relação de consumo.
Processo nº
1003377-79.2025.8.11.0041
Flávia Borges
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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