Inventário mapeia emissão de gases de efeito estufa e norteia ações de mitigação
Pelo segundo ano seguido, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) está elaborando o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). A ferramenta é essencial para a gestão climática da instituição. O trabalho é coordenado pelo Núcleo de Sustentabilidade e abrange os 92 prédios do Judiciário estadual.
Neste
momento, a equipe está na fase de coleta dos dados que irão subsidiar a
construção do relatório, com ano-base 2025. Com o inventário, o TJMT consegue
identificar, quantificar e compreender o impacto ambiental de suas atividades,
permitindo uma análise detalhada do cenário em todas as unidades e a definição
de ações efetivas de redução e compensação.
“Sempre
em janeiro vamos elaborar esse relatório referente ao ano anterior. É um
trabalho em conjunto, no qual a participação das comarcas é fundamental.
Somente com esses dados, a gente consegue demonstrar fielmente o que estamos
emitindo”, destaca a assessora do Núcleo de Sustentabilidade Elaine Alonso.
O que é
medido no inventário?
O
Inventário de GEE reúne informações sobre diversas atividades do cotidiano
institucional que geram emissões de gases de efeito estufa. Entre os principais
dados mensurados estão o consumo de energia elétrica, as viagens aéreas
realizadas a serviço, o consumo de botijões de gás e o uso de combustíveis na
mobilidade institucional, separados por tipos como gasolina, diesel e etanol.
O
levantamento também contempla os sistemas de climatização, com informações
sobre a quantidade de aparelhos de ar-condicionado, o tipo, a carga de gás
refrigerante e as recargas realizadas durante o ano-base. “Mesmo em pequenas
quantidades, esses gases representam emissões relevantes que precisam ser
contabilizadas”, completa Elaine.
Nova
rotina
A gestora
administrativa do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Schoffen, explica que a
coleta dessas informações é essencial para a nova rotina do Tribunal de Justiça,
que vem fortalecendo seu compromisso ambiental e aprimorando a gestão. Nesse
contexto, a instituição encontra-se em fase de adaptação desse processo.
“Isso
demanda o aprimoramento das rotinas de coleta, organização e armazenamento de
dados, de modo a assegurar maior confiabilidade, padronização e eficiência no
acompanhamento das informações necessárias ao inventário e às ações de sustentabilidade”,
aponta a gestora administrativa.
Justiça
Carbono Zero
A
realização do Inventário de GEE faz parte do Programa Justiça Carbono Zero,
instituído pela Resolução nº 594/2024, que busca alcançar, até 2030, a
neutralidade de gases de efeito estufa nos órgãos do Poder Judiciário. A
normativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determina que o levantamento
seja atualizado anualmente, abrangendo os seguintes escopos:
1 – Emissões
diretas de GEE de fontes próprias ou controladas pela unidade judiciária
inventariante;
2 – Emissões
indiretas de GEE associadas à geração de energia elétrica e/ou térmica comprada
ou trazida para dentro dos limites organizacionais da unidade judiciária;
3 – Emissões
indiretas de GEE dos deslocamentos aéreos realizados pelo pessoal a serviço do
tribunal.
Resultados
da primeira edição
Em julho de 2025, o Tribunal de MT concluiu e publicou seu primeiro
Inventário de GEE, com ano-base 2024. Foram inventariadas 1672,63 toneladas de
CO₂ equivalente (tCO₂e), sendo 63,95% associadas ao
consumo de energia elétrica (escopo 2), 25,18% à frota própria e outros
combustíveis (escopo 1) e 10,09% às viagens a serviço (escopo 3).
Bruno Vicente
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br











