Rede de Enfrentamento leva proteção às mulheres em diferentes regiões de MT
O
fortalecimento das Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar está
entre as iniciativas que ganharam destaque no Tribunal de Justiça de Mato
Grosso (TJMT) em 2025. Ao longo do ano, o trabalho coletivo pela proteção da
mulher expandiu sua atuação, alcançando não só a Capital, mas também os
municípios do interior do estado.
Criadas
pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e
Familiar (Cemulher-MT), as Redes são implementadas para prevenir e combater, de
forma ágil e eficaz, a violência contra as mulheres. O grupo reúne diferentes
órgãos públicos, profissionais e entidades representativas da sociedade.
Um dos
municípios em que a Rede está presente é Pontes e Lacerda (a 444 km de Cuiabá).
A juíza Djéssica Giseli Kuntszer, da Comarca da cidade, destaca que as ações
desenvolvidas na região têm encorajado as mulheres em situação de violência
doméstica e familiar a buscar medidas protetivas e outros tipos de ajuda.
“A nossa
Rede tem pouco mais de um ano, é uma criança ainda. Mas posso dizer que
conseguimos fazer diversas ações. Nós buscamos prevenir, mas também acolher e
encorajar as mulheres. Há um empenho muito grande em divulgar a Rede, porque
ela precisa ser vista por essas mulheres”, explica a juíza.
Djéssica
conta ainda que para alcançar o objetivo, a inovação tem sido uma aliada.
"A Rede de Pontes e Lacerda vem apresentando coisas novas. Hoje, por
exemplo, por meio dela ofertamos apoio com hospedagem, alimentação e, caso a
mulher seja de outra cidade ou estado e queira retornar, conseguimos dar essa
assistência também”, completa.
Outra
cidade em que a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar tem
feito a diferença é Rondonópolis (a 219 km de Cuiabá). Para a juíza Maria
Mazarelo Farias Pinto, titular da Vara Especializada de Violência Doméstica e
Familiar do município, o trabalho na região está cada vez mais consolidado.
“Não é
mais um trabalho de formiguinha, porque as mulheres já sabem o que fazer, onde
denunciar. O que falta é os homens compreenderem que existe um sistema de
justiça que é eficiente e operante. Que existe por trás disso uma rede de
proteção. Eu acredito que precisamos falar isso para os homens. ‘Cuidado! Nós
estamos de olho’”, enfatiza Mazarelo.
As Redes - As Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar são criadas e implantadas pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob liderança da desembargadora Maria Erotides Kneip.
A iniciativa visa unir esforços de órgãos, instituições e profissionais para ofertar apoio, acolhimento e proteção às mulheres. O trabalho integrado garante respostas rápidas e eficazes diante de cenários de violência de gênero, doméstica e familiar.
Bruno Vicente
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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