Cemulher capacita rede de enfrentamento à violência contra a mulher de Querência
Mais
de 50 profissionais de diversas instituições públicas e da sociedade civil, que
integram a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a
Mulher de Querência (945 km ao nordeste de Cuiabá), participaram de uma
capacitação promovida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de
Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso
(Cemulher-MT), na segunda-feira (19), com o objetivo de aprimorar os
atendimentos às mulheres que buscam os serviços de proteção e acolhimento no
município.
Para o
juiz diretor do foro, Thalles Nóbrega, a iniciativa do Tribunal de Justiça de
levar os treinamentos a todas as comarcas é muito importante. “O Tribunal está
aperfeiçoando a atuação de todos os profissionais envolvidos nas redes de
enfrentamento à violência contra a mulher. São diversas instituições, são
diversas pessoas que participam desse enfrentamento porque o enfrentamento é de
todos. Uma única pessoa não é capaz de resolver o problema da violência
doméstica, então, é necessária uma mobilização de pessoas e de instituições”,
afirma.
Comandante
da Polícia Militar em Querência, o capitão Jeorge Augusto Fernandes de Jesus
ressaltou que a sua instituição já promove formações específicas para o
atendimento dos policiais às mulheres, mas aponta a importância da união de
todos os parceiros na capacitação proporcionada pela Cemulher. “É mais um ponto
de reforço pra gente continuar dando ênfase nessa questão da violência
doméstica. É muito importante estar sempre se reciclando pra poder prestar um
serviço da melhor forma possível nesses momentos, porque tem que ter um
atendimento diferenciado à mulher que sofre violência doméstica”, comenta.
Segundo
o comandante Jeorge Fernandes, em Querência, a Patrulha Maria da Penha é muito
ativa e conta com a parceria dos demais integrantes da Rede de Enfrentamento.
“Aqui no município, a rede funciona, é bem proativa, temos contato com todas as
instituições, temos essa proximidade, o que nos faz poder prestar um
atendimento melhor a essa mulher vítima de violência”, conta.
Vice-presidente
do Conselho da Mulher de Querência, a advogada Letícia Silva Gomes destaca que
“capacitações como essa, promovidas pela Cemulher, tornam a rede mais eficaz e
proporciona a quem participa e atende às vítimas de violência um atendimento
mais humanizado e com mais efetividade”.
O
presidente da Associação Indígena Kisêdjê (AIK), Wanduwubati Suya, afirmou que
a capacitação foi importante para seu povo. “A gente precisa entender mais o
que é Maria da Penha. Eu acompanhei e achei muito interessante. A gente precisa
fortalecer mais, conhecer mais”.
Neste ano, Querência, cuja população é de pouco mais de 30 mil habitantes, registrou 268 casos de violência contra as mulheres, incluindo duas tentativas de feminicídio. A violência psicológica é aquela com maior incidência, com 137 registros. A maioria das vítimas tem entre 31 e 40 anos de idade. Os dados constam no Monitoramento da Violência contra a Mulher em Mato Grosso, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
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Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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