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 23/10/2026   17:17   

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Educação ambiental mobiliza estudantes em Chapada dos Guimarães em ação do Cesima

Homem fala ao microfone diante de crianças sentadas no chão de uma sala de aula. Elas seguram livretos e levantam as mãos. Ao fundo, adultos observam o evento perto das janelas.Reciclagem, preservação ambiental, sustentabilidade e cidadania foram temas que marcaram a manhã desta sexta-feira (23 de outubro) dos estudantes da Escola Municipal Thermozina de Siqueira, no bairro Aldeia Velha, em Chapada dos Guimarães, durante mais uma etapa do projeto “Meio Ambiente e Sustentabilidade: Construindo um Futuro Melhor”. O evento foi promovido pelo Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima), com apoio da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e instituições parceiras.  

A iniciativa reuniu crianças, educadores e representantes de diversas entidades em uma programação voltada à conscientização socioambiental por meio de atividades lúdicas, palestras e ações práticas. Os alunos aprenderam sobre separação correta dos resíduos, reciclagem, preservação dos recursos naturais, responsabilidade social e a importância de atitudes cotidianas para a construção de um futuro mais sustentável.  

Mulher sorridente de cabelos castanhos fala ao microfone vestindo vestido preto. Ao fundo, outras mulheres acompanham a apresentação em sala com parede decorada.A abertura foi conduzida pela coordenadora do Cesima, juíza Henriqueta Lima, que destacou a importância de levar o projeto a escolas que estão fora dos grandes centros e que já desenvolvem boas práticas relacionadas ao meio ambiente. Segundo a magistrada, esta foi a quarta unidade escolar visitada pelo projeto este ano. A escolha da Escola Municipal Thermozina de Siqueira levou em consideração tanto a localização quanto o trabalho já realizado pela comunidade escolar.  

“Nós percebemos que a escola já desenvolve ações importantes, como a horta escolar, em que os alunos colocam literalmente a mão na terra e vivenciam a educação ambiental na prática. Isso demonstra um trabalho que merece ser fortalecido e valorizado”, afirmou. Henriqueta ressaltou ainda que um dos diferenciais do Cesima é o modelo de atuação baseado na cooperação entre instituições públicas e privadas. “O Cesima é feito de cooperação. Embora o Poder Judiciário e a Escola da Magistratura liderem a iniciativa, ela só é possível graças aos parceiros. A essência do projeto é justamente unir esforços em prol da sustentabilidade e da sociedade.”  

Para a coordenadora, a educação socioambiental vai muito além das questões ligadas à natureza. O objetivo é estimular a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com o bem-estar coletivo. “Quando ouvimos as crianças falando sobre reciclagem, reutilização e descarte correto dos resíduos, percebemos que já estamos colhendo resultados. É um investimento para o futuro e acreditamos muito no poder transformador da educação socioambiental”, completou.  

Mulher de cabelos escuros presos sorri para a câmera. Usa blusa azul clara com detalhes em renda. Ao fundo desfocado, há um banner institucional com logomarca circular.A diretora da escola, Ivana Moreira da Silva, destacou que a educação ambiental já faz parte do cotidiano da unidade escolar por meio de projetos desenvolvidos com a participação ativa dos estudantes. Segundo ela, a escola mantém ações voltadas à reciclagem, incentivando os alunos a arrecadarem materiais recicláveis e compreenderem a importância do descarte correto dos resíduos. “Eles participam com muita responsabilidade, ajudam na arrecadação dos materiais recicláveis e entendem a importância desse cuidado. É um trabalho que consideramos fundamental, porque as crianças precisam ter esse conhecimento e esse engajamento com a reciclagem e com a preservação ambiental”, afirmou.   

A diretora também destacou a horta escolar e as áreas verdes da unidade como importantes ferramentas de aprendizagem. "Temos uma horta dentro da escola, onde os alunos se sentem parte de todo o processo e protagonistas desse trabalho. Também procuramos cuidar dos espaços verdes e das árvores, mostrando a importância da preservação na prática. Eles realmente colocam a mão na massa e aprendem vivenciando essas experiências", completou.  

Menino loiro agachado cultiva uma horta comunitária, tocando em folhas verdes de couve. Usa camiseta branca com gola azul e calção claro. Ao fundo, um muro claro.Entre os alunos, o aprendizado também ficou evidente. Estudante do 3º ano, Frederico Almeida contou que a atividade trouxe importantes reflexões sobre a preservação ambiental. “Eu aprendi que não pode jogar lixo no chão, que temos que cuidar da natureza e também aprendi muita coisa sobre os bois. Gostei de falar sobre a natureza e aprender que, se a gente não cuidar dela, ela pode acabar sendo destruída. Aqui também cuidamos da horta e regamos as plantas nas quintas-feiras”, relatou o estudante. 

Reciclagem como ferramenta de inclusão social  

Durante a programação, a Defensoria Pública de Mato Grosso também se fez presente. A defensora pública Kelly Cristina Veras Otacio Monteiro ressaltou que a conscientização precisa começar ainda na infância e que educação ambiental se aprende na prática.   

Mulher de cabelos loiros ondulados sorri alegremente enquanto fala ao microfone. Usa blusa azul-marinho. Ao fundo, uma parede clara com cartazes infantis afixados.“A Defensoria Pública louva esse projeto encampado pelo Cesima junto às escolas, porque a educação ambiental tem que começar no berço. E a gente vem, junto com o Tribunal de Justiça, às escolas para passar essa experiência de como trabalhar, separar e destinar de forma ambientalmente adequada seu material reciclável. Os catadores sempre dizem que o que é lixo para nós é luxo para eles. E as crianças estão agora aprendendo isso, que, com a educação ambiental, com a separação dos materiais recicláveis dentro da sua casa, elas propiciam dignidade e renda adequada a essas pessoas que movimentam o comércio da reciclagem e precisam, sim, sempre estarem sendo incluídas de forma socioeconômica no comércio e na sociedade.” 

Preservar para garantir o futuro 

Crianças e adultos reunidos em sala de aula de paredes brancas e azuis. As crianças estão sentadas no chão e os adultos em pé ao fundo, com um projetor em destaque no centro.A procuradora-geral do município, Rosane Costa Itacaramby, destacou a importância de levar a discussão ambiental para dentro das escolas, especialmente em um município com forte vocação turística e grande riqueza natural como Chapada dos Guimarães. Segundo ela, o contato das crianças com temas como reciclagem, descarte correto de resíduos e preservação ambiental contribui para a formação de cidadãos mais conscientes.  

“É muito importante promover esse debate junto aos estudantes, porque é por meio das crianças que começamos a desenvolver o respeito ao meio ambiente. Chapada dos Guimarães possui um patrimônio natural que precisa ser preservado. Ao mostrar a importância da reciclagem, da destinação correta dos resíduos e do trabalho realizado pela cooperativa parceira do município, reforçamos a conscientização ambiental e incentivamos práticas que fazem diferença para toda a comunidade”, afirmou. 

Homem de óculos fala ao microfone e gesticula com o indicador erguido, vestindo camiseta azul escura. Ao lado, mulher de vestido escuro escuta sorrindo. Ao fundo, parede com cartazes.Representando a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o assessor jurídico Armando Cândia apresentou aos estudantes a atividade educativa “Será que a vaca quer acabar com o planeta?”, abordando a relação entre pecuária e sustentabilidade. Segundo ele, ações como a promovida pelo Cesima ajudam a esclarecer dúvidas e aproximar as crianças das discussões sobre produção sustentável. 

Armando ressaltou que o produtor rural depende diretamente do meio ambiente para produzir. “Preservar os recursos naturais não é apenas uma necessidade ambiental, mas também uma condição para a manutenção da atividade produtiva. É importante mostrar às novas gerações que produção e preservação podem caminhar juntas”, ressaltou. 

Além das palestras, os estudantes participaram de diversas atividades educativas desenvolvidas pelos parceiros do projeto. O Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso promoveu orientações sobre a separação correta dos resíduos nas escolas. O Juizado Volante Ambiental (Juvam) apresentou o Projeto Rebojando, utilizando jogos educativos para estimular a aprendizagem de forma lúdica. A Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Tribunal de Contas do Estado levou informações sobre resíduos sólidos e distribuiu materiais educativos aos participantes. O evento também contou com a presença do juiz Renato José de Almeida Costa Filho, que atua na Comarca de Chapada dos Guimarães. 

A iniciativa encerrou mais um ciclo de visitas do Cesima em 2026, consolidando o projeto como um importante instrumento de educação socioambiental nas escolas mato-grossenses. 

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail esmagis@tjmt.jus.br ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Lígia Saito / Foto: Josi Dias

Assessoria de Comunicação da Esmagis - MT

imprensa@tjmt.jus.br

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