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 21/10/2026   08:47   

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Judcultura: servidor do TJMT encontra na música equilíbrio para a rotina profissional

Entre prazos, responsabilidades e decisões que exigem concentração, há espaço para criatividade, ritmo e muita música. Essa é a realidade de Gabriel Krahl, assessor de gabinete da Comarca de Feliz Natal, que concilia a rotina no PoderHomem de barba, óculos e chapéu escuro com brilhos sorri e segura baquetas, sentado à bateria. Veste terno preto e, ao fundo, outro músico toca sob luzes roxas. Judiciário com a paixão pela bateria e divide os palcos com pessoas muito especiais: o pai, o irmão e a cunhada. A história do servidor foi o destaque de um episódio do podcast Judcultura, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Baterista desde a infância, Gabriel integra, a partir de 2009, a banda Anjos de Plantão, formada a partir de uma brincadeira entre irmãos durante um show de talentos no colégio. O que começou como uma experiência escolar ganhou força com o incentivo da família e se transformou em um projeto musical com mais de 15 anos de trajetória.

Música que une gerações

A família teve papel fundamental no crescimento da banda. O pai, que inicialmente tocava violão e cantava, hoje toca saxofone. O irmão de Gabriel também se dedica a diferentes instrumentos, enquanto a cunhada passou a integrar o grupo. A mãe participa da parte administrativa, cuidando da logística e da organização.

Banda Anjos de Plantão se apresenta no palco: mulher de chapéu ao microfone, saxofonista, guitarrista, baixista e baterista, sob luzes roxas e painel com o nome do grupo.Com referências musicais variadas, a banda desenvolveu um estilo que Gabriel define como banda-baile, com repertório que inclui músicas nacionais e internacionais, sertanejo e ritmos regionais. Além de interpretar canções de outros artistas, o grupo investe em composições próprias.

Desde 2012, a banda já gravou três CDs. Após um período sem novos lançamentos, o projeto autoral foi retomado no final do ano passado, com uma música composta por Gabriel e pelo irmão.

Ritmo, responsabilidade e trabalho em equipe

Para Gabriel, a experiência musical também contribui para sua atuação profissional. Ele identifica semelhanças entre o trabalho no Judiciário e a rotina de um músico, especialmente em relação à responsabilidade, à organização e à necessidade de manter a sintonia com outras pessoas.

“Assim como no nosso trabalho, no gabinete, no Poder Judiciário, existe muita responsabilidade. A gente não só tem que focar nessa parte técnica, de estar sempre estudando e preparado, mas também no desenvolvimento emocional”, explicou.

A comparação com a bateria ajuda a ilustrar essa conexão. Segundo ele, o instrumento é essencial para manter o ritmo da banda e exige atenção constante, pois um erro pode comprometer o desempenho de todos.

A música também funciona como uma forma de equilibrar a rotina profissional e explorar novas experiências. Para Gabriel, manter diferentes interesses é uma maneira de continuar aprendendo e se desafiando.

Uma história de sonhos e superação

Entre as lembranças mais marcantes, Gabriel recorda o início da trajetória musical, quando ainda era criança e, por ser muito pequeno, algumas pessoas não acreditavam que ele fosse o baterista da banda.Seis integrantes da banda posam abraçados no palco: mulher de saia vermelha ao centro, dois homens de chapéu, um com saxofone, outro com guitarra e outro com baixo.

A escolha pelo Direito também teve influência familiar. Filho de um promotor de Justiça, ele encontrou no exemplo do pai uma referência para seguir a carreira jurídica. Com o tempo, a expressão “Anjos de Plantão” ganhou um significado especial, já que o trabalho de ambos também envolve plantões.

Ao final da entrevista, Gabriel deixou uma mensagem aos colegas do Judiciário: “Sempre é tempo para sonhar, para se desafiar, para fazer algo novo”.

O servidor também destacou a importância de iniciativas como o Judcultura, que permitem conhecer outras dimensões da vida dos profissionais do Tribunal. “A gente não é só um profissional jurídico, né? E é muito importante ter essa iniciativa para poder criar essas conexões”, afirmou.

Roberta Penha / Eli Cristina Azevedo

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

imprensa@tjmt.jus.br

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