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 29/10/2026   15:42   

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“Meu trabalho, nossa Justiça, minha história”: servidores compartilham trajetórias no Judiciário

No último dia 28 de outubro, milhares de servidoras e servidores públicos celebraram suas conquistas profissionais, legados construídos e contribuições à sociedade alcançados graças ao trabalho que exercem. Para marcar essa data especial, a Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso lançou a série “Meu trabalho, nossa Justiça, minha história”, disponível em cinco episódios no canal do TJMT no YouTube.

Foto horizontal que mostra o casal de servidores Valdete e Sérgio Rangel sentados em cadeiras, sorrindo. Ele coloca a mão esquerda sobre a mão dela, que está repousada sobre a coxa. Eles estão no Espaço Memória do TJMT, um local com luz baixa, repleto de quadros e documentos antigos expostos.Episódio 1 – Servidores Sérgio Rangel e Valdete Rangel

O casal Sérgio e Valdete Rangel atribuem primeiramente a Deus e, em segundo lugar, ao Judiciário tudo o que construíram juntos. A relação dele com o ecossistema jurídico teve início em outubro de 1998, quando ainda era servidor da Prefeitura de Juscimeira e foi cedido ao Fórum, então inaugurado. Seu trabalho ao lado do primeiro juiz titular da comarca, Francisco Ferreira Mendes, rendeu novos capítulos, começando pela remoção conjunta com o magistrado até chegar em Cuiabá.

Em 2009, a visita de uma advogada pedindo para assistir a uma audiência na vara onde trabalhava deu início a um novo capítulo na história de Sérgio com o Judiciário. Ali ele conhecia Valdete, a mulher com quem passou a trabalhar e, desde 2015, a compartilhar a vida de casado. Eles têm dois filhos, José Ricardo, 7, e Isabela, 3. O casal segue trabalhando com o juiz Francisco Ferreira Mendes, que se tornou padrinho de casamento e do primeiro filho do casal de servidores.

“O Judiciário, pra mim, fez parte do meu crescimento como pessoa. Também é muito importante na minha vida porque foi onde eu conheci o amor da minha vida”, afirma Sérgio. “Temos muito a agradecer ao Judiciário porque nos deu a nossa vida profissional, nós crescemos muito, e nos deu de presente a nossa maior benção, que é a nossa família”, declara Valdete.

Foto horizontal que mostra a servidora Jéssica Silva sentada e sorrindo para a foto. Ela é uma mulher jovem, negra, de cabelo cacheado e castanho, usa blusa branca e colete vermelho. ela está no Espaço Memória do TJMT, um local com luz baixa e repleto de quadros e documentos antigos expostos.Episódio 2 – Servidora Jéssica Silva

Desde os bancos da faculdade de Direito, Jéssica Silva almejava se tornar servidora pública. E ela alcançou seu objetivo degrau por degrau, começando pelo estágio voluntário, em 2012, até ser convocada para o estágio remunerado, na 1ª Vara Cível de Várzea Grande. Em 2015, Jéssica prestou o concurso público do TJMT, vindo a ser convocada em 2022. “O concurso público era uma realização. Desde quando eu comecei a fazer a faculdade, eu tinha o interesse de prestar concurso público, de ter uma certa estabilidade e tudo mais. E o Judiciário me deu essa oportunidade”, afirma.

Atualmente, a servidora trabalha na Segunda Vara de Fazenda Pública de Várzea Grande. Ela conta que a experiência que mais lhe marcou foi a atuação na Vara da Saúde, onde aprendeu a ter humildade e empatia para entender as dores da parte. “Eu busco ter a sensibilidade de entender o outro lado, entender o que ele está passando e de me colocar no lugar do outro”, conta. 

Foto horizontal que mostra o servidor Dito Gonçalo sentado, sorrindo para a foto. Ele é um senhor negro, de cabelos lisos e grisalhos, usa camisa branca, gravata vermelha e terno preto. Ele está no Espaço Memória do TJMT, um local de luz baixa, com quadros e documentos antigos expostos.Episódio 3 – Servidor Dito Lemes

Conhecido por todos que atuam na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso pela sua elegância, cordialidade e presteza ao servir, Dito Lemes começou sua trajetória em 1992, ao ser admitido duas semanas após uma entrevista de emprego. “Fiquei muito feliz! E aqui eu permaneço há 34 anos. Já se passaram vários desembargadores e presidentes aqui no Tribunal de Justiça, já servi muitas autoridades, tanto nossas, como de fora...”, lembra.

Segundo Dito, que lidera o serviço de garçons da Presidência do TJMT, esta é sua segunda casa. “Eu agradeço muito por estar aqui. Eu vivo o Tribunal de Justiça. Tudo o que eu tenho eu devo ao meu trabalho e ao Tribunal de Justiça... Eu me sinto importante aqui também. No dia a dia, eu me doo o máximo que posso pra que isso aconteça”, assevera.

Foto horizontal que mostra o servidor Jaeliton Lopes sentado em uma poltrona, sorrindo para a foto. Ele é um homem branco, de meia idade, cabelos grisalhos e usa camisa social azul marinho. ele está no Espaço Memória do TJMT, uma sala com luz baixa e muitos quadros e documentos antigos expostos.Episódio 4 – Servidor Jaeliton Lopes

A luta de dois jovens em busca do sonho de construir uma carreira no Direito abriu as portas do Judiciário de Mato Grosso para Jaeliton Lopes. Ainda nos bancos da faculdade, por volta de 1995, ele conheceu alguém que se tornaria seu parceiro de trabalho, seu chefe e seu irmão. Após formado, Jaeliton passou a advogar e, em conversas com o amigo, que trabalhava como assessor do desembargador José Silvério, se interessou em também viver aquela experiência. “Eu me via mais naquela situação do que onde eu estava”, conta.

Em 2002, começam os estudos para a carreira da magistratura, o juiz Edson Dias Reis é empossado, assumindo a comarca de Poconé. Ele convida o amigo Jaeliton para ser seu assessor e assim, em 1º de novembro de 2004, Jaeliton inicia sua jornada no Judiciário. “O Jaeliton é um grande amigo, uma pessoa que entrou na minha vida de uma forma muito natural. A sua origem também é humilde, então, nós fizemos uma amizade muito forte, muito bonita e a gente estudava junto. Então, quando eu passo na magistratura, em 2004, eu não tenho dúvida. A primeira pessoa que surge, o nome foi do Jaeliton”, relembra o magistrado.

Dessa parceria de sucesso, ambos destacam a gratidão, o respeito e o olhar atencioso para com as vidas das pessoas que confiam suas demandas ao Judiciário. Jaeliton também trabalhou na comarca de Várzea Grande e, desde 2013, atua como assessor no gabinete do desembargador Orlando de Almeida Perri.

Foto horizontal que mostra o servidor Amarildo Gonçalo sentado em uma cadeira de madeira. Ele é um homem negro, careca, usa camisa branca e blazer azul marinho. Ele está no Espaço Memória do TJMT, um local com luz baixa, quadros, móveis antigos e documentos expostos.Episódio 5 – Servidor Amarildo Gonçalo

Em 1991, após deixar o Pelotão de Operações Especiais do Exército, o jovem Amarildo Gonçalo chega ao TJMT para reforçar a equipe de segurança do desembargador Benedito Pereira. “Cheguei ao Poder Judiciário muito novo ainda, cheio de expectativas e sonhos”.

Amarildo relata que nessas mais de três décadas, viu seus sonhos serem concretizados, graças às oportunidades que teve de evoluir e, com isso, pôde testemunhar também a evolução do Judiciário. Segundo ele, foi no TJMT que teve a chance de fazer cursos de digitação e informática, e hoje ele trabalha na Coordenadoria de Tecnologia da Informação. “O Judiciário sempre teve essa preocupação de capacitação. Então fui capacitado e tudo o que aprendi, lógico, foi feito pelo Poder Judiciário”.

Além do crescimento profissional, Amarildo teve o privilégio de dividir o local de trabalho com seu pai, Valdomiro, e com a mãe, Keity Marrone. “O que é melhor e mais importante nisso é saber que, dentro do Judiciário, a minha mãe estava ali comigo [...] Hoje ela não está aqui comigo, mas representa uma força muito grande aqui dentro”, afirma.

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Fotos: Maycon Xavier/Élcio Evangelista/Lucas Figueiredo/Anderson Borges

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

imprensa@tjmt.jus.br

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