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 16/10/2026   17:08   

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TJMT conhece experiência do Paraná no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica

Quinze pessoas posam lado a lado diante de grande painel colorido com imagem de um olho, em espaço de piso claro. Alguns usam crachás, e dois homens de terno estão nas pontas.Agilizar o acesso à proteção e garantir que mulheres vítimas de violência doméstica recebam acolhimento e acompanhamento especializado são desafios que exigem integração entre os serviços públicos. Em busca de experiências que contribuam para o aprimoramento dessas políticas, a juíza do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ana Graziela Vaz de Campos Alves Correa, integrou a comitiva do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que realizou, nos dias 15 e 16 de outubro, uma visita técnica ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), em Curitiba.

Coordenadora do Centro Especializado de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (Ceav) e integrante da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher) do TJMT, a magistrada participou da programação voltada ao intercâmbio institucional e ao compartilhamento de boas práticas no enfrentamento à violência contra as mulheres.

A iniciativa integra a estratégia nacional de visitas técnicas do Grupo de Trabalho de Gestão dos Grupos Reflexivos e Responsabilizantes para Homens Autores de Violência DomésticaTrês mulheres e dois homens de terno, sentados em cadeiras pretas, sorriem para a foto em sala de espera com piso de madeira. Uma delas segura bolsa ao colo; ao fundo, impressora e TV. e Familiar contra as Mulheres (GT GRH), instituído pela Portaria CNJ nº 465/2025. Magistrados de Sergipe, Paraíba, Santa Catarina e Rondônia também participaram da comitiva.

“Como magistrada integrante da Cemulher e do Grupo de Trabalho do CNJ, destaco a relevância de conhecer essas experiências, seus desafios e resultados, contribuindo para a construção de diretrizes nacionais e o fortalecimento das políticas judiciárias de prevenção à violência doméstica, responsabilização dos autores e proteção dos direitos das mulheres”, comentou Ana Graziela.

Proteção imediata

Grupo de 13 pessoas posa em pátio ao ar livre, diante de painel de azulejos coloridos com formas geométricas. Alguns usam crachás, e há homens de terno e mulheres em trajes casuais.Entre as experiências que mais chamaram a atenção da juíza está o funcionamento de uma Vara de Violência Doméstica especializada, instalada dentro da Casa da Mulher Brasileira, com competência exclusiva para apreciar medidas protetivas de urgência.

O modelo permite que a mulher registre o boletim de ocorrência, solicite a medida protetiva e tenha o pedido apreciado no próprio local. Além disso, ela pode receber acompanhamento de profissionais da assistência social e da psicologia, especialmente quando manifesta a intenção de desistir da medida.

“Nesses casos, a mulher é acompanhada, passa por uma assistente social e por um psicólogo, que esclarecem as consequências da desistência, além de encaminhá-la para todos os serviços necessários da rede de enfrentamento à violência doméstica”, explicou a magistrada.

A proposta busca garantir que a mulher tenha acesso não apenas à proteção judicial, mas também à orientação e ao suporte necessários para enfrentar a situação de violência.

Grupos reflexivos

A programação incluiu visitas à 6ª Câmara Criminal, especializada em violência doméstica, à Coordenadoria da Mulher, ao Memorial de Direitos Humanos do TJPR e à Casa da Mulher Brasileira. Neste último local, a comitiva contou com a participação da ministra das Mulheres, Márcia Lopes. Também foi realizada uma roda de conversa sobre os Grupos Reflexivos e Responsabilizantes (GRH).

O Paraná se destaca nacionalmente pela quantidade de iniciativas desse tipo, com mais de 150 grupos em funcionamento. Os encontros são voltados à reflexão e à responsabilização de homens autores de violência doméstica e familiar, com o objetivo de contribuir para a prevenção de novas agressões.

Roberta Penha

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

imprensa@tjmt.jus.br

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