Aula magna em Sinop relembra três décadas de justiça mais simples e próxima do cidadão
Os 30 anos dos Juizados Especiais
foram tema de uma aula magna ministrada nesta quinta-feira (5), em Sinop, pelo
desembargador Sebastião Arruda de Almeida. O encontro ocorreu na UniFasipe e
reuniu estudantes e profissionais do Direito para uma exposição sobre o papel
desse modelo de Justiça na solução rápida de conflitos e na facilitação de
acesso pela população aos serviços judiciais.
A aula magna integrou a
programação acadêmica da instituição e promoveu uma reflexão sobre a trajetória
e o futuro dos Juizados Especiais, que há três décadas atuam como instrumento
de resolução de conflitos de forma mais rápida, simples e próxima da sociedade.
Durante a palestra, o magistrado
destacou que os Juizados Especiais representam uma das principais portas de
entrada do cidadão ao sistema de Justiça. Criados pela Lei nº 9.099, de 1995,
eles passaram a oferecer procedimentos mais simples, com foco na conciliação,
na rapidez das decisões e na redução da burocracia.
Segundo o desembargador, a
proposta dos Juizados Especiais surgiu em resposta ao crescimento dos conflitos
sociais e à necessidade de tornar a Justiça mais acessível. O modelo foi
estruturado com base em critérios como oralidade, simplicidade, informalidade,
economia processual e celeridade, permitindo que demandas de menor complexidade
sejam resolvidas de forma mais rápida e eficiente.
Sebastião Arruda de Almeida
explicou que esse sistema também se conecta a uma visão mais moderna da
Justiça, que busca incentivar acordos e soluções consensuais. Para ele, a
conciliação e a mediação são instrumentos importantes para promover a
pacificação social e evitar a judicialização prolongada de conflitos.
Ao longo da exposição, o
magistrado também apresentou a evolução dos juizados em Mato Grosso, que
atualmente atendem demandas cíveis, criminais e da Fazenda Pública, além de
iniciativas específicas como o Juizado Volante Ambiental, o Juizado do Torcedor
e o Serviço de Atendimento Imediato para conflitos de trânsito.
Outro ponto abordado foi a
importância das parcerias com universidades e instituições públicas para
ampliar o acesso da população aos serviços judiciais. Essas cooperações
permitem, por exemplo, apoio em atendimentos, orientação jurídica e
disseminação da cultura de solução consensual de conflitos.
O desembargador também comentou
os desafios para os próximos anos, como a ampliação do acesso digital à Justiça,
o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas e a necessidade de manter a
linguagem jurídica mais clara e próxima da realidade do cidadão.
A agenda do magistrado em Sinop começou pela manhã, quando participou da inauguração de quatro Pontos de Inclusão Digital (PIDs). Os espaços permitem que cidadãos utilizem equipamentos e internet para acessar serviços do sistema de Justiça, realizar audiências virtuais e consultar processos, ampliando o acesso à Justiça em regiões com menor infraestrutura tecnológica.
Adellisses Magalhães
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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