CNJ orienta tribunais sobre uso do Domicílio Judicial Eletrônico em webinário
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou na manhã desta quinta-feira (20) o webinário “Desmistificando o Domicílio Judicial Eletrônico para os tribunais”, com foco na orientação técnica sobre o uso adequado da ferramenta no envio de comunicações processuais.
A atividade foi conduzida pelo juiz auxiliar da
Presidência do CNJ e gestor técnico do Domicílio Judicial Eletrônico (DJE),
Adriano da Silva Araújo, e reuniu magistrados, servidores e equipes técnicas
dos tribunais de todo o país.
O principal objetivo do encontro foi orientar os
tribunais quanto à correta utilização do Domicílio Judicial Eletrônico,
especialmente diante de dificuldades práticas identificadas ao longo da
implementação da ferramenta nos sistemas processuais.
Segundo o magistrado, a proposta foi apresentar uma
abordagem direta e voltada à rotina dos tribunais. “A ideia de hoje é fazermos uma apresentação
bem pragmática, bem voltada a aspectos técnicos do uso do Domicílio Judicial Eletrônico
pelos próprios tribunais”, explicou.
Segundo o magistrado, a equipe responsável pelo projeto,
com base em uma visão nacional do sistema, identificou pontos que demandam
maior atenção das cortes.
“Nós decidimos realizar essa apresentação justamente para
trazer para os tribunais essas principais dores e dar algumas orientações no
sentido de melhorar essa integração dos sistemas de processo eletrônico com o
Domicílio Judicial Eletrônico”, destacou.
Problemas práticos e foco técnico
O webinário foi direcionado, principalmente, às equipes
técnicas dos tribunais, com foco na solução de problemas recorrentes na
integração dos sistemas. A proposta foi alinhar procedimentos, corrigir
inconsistências e aprimorar a efetividade das comunicações processuais
realizadas em meio eletrônico.
Temas abordados
Durante a apresentação, foram discutidos pontos
essenciais para o uso adequado das ferramentas digitais, entre eles:
·
Tipos de comunicações processuais e o uso
correto do DJE e do DJEN;
·
Disponibilidade e acesso ao teor da
comunicação por meio de link enviado ao destinatário;
·
Prazos para ciência da comunicação
processual;
·
Preenchimento correto dos campos obrigatórios
nas comunicações.
Diferença entre DJE e DJEN
O webinário também destacou as diferenças entre o
Domicílio Judicial Eletrônico (DJE) e o Diário de Justiça Eletrônico Nacional
(DJEN), ferramentas que possuem finalidades distintas dentro do sistema
judicial.
O
Domicílio Judicial Eletrônico (DJE) é o canal destinado ao envio de comunicações
processuais pessoais em meio eletrônico, a exemplo de citações eletrônicas,
intimações pessoais, notificações processuais e comunicações direcionadas a
pessoas jurídicas.
As comunicações permitem acesso direto ao conteúdo e
documentos vinculados, com regras próprias de ciência e contagem de prazos.
Já o Diário de
Justiça Eletrônico Nacional (DJEN) é utilizado
para publicações oficiais do Judiciário, como despachos, decisões e sentenças;
intimações dirigidas a advogados e atos processuais em processos com
representação. Nesses casos, os efeitos processuais passam a contar a partir da
data de publicação.
Modernização do Judiciário
O Domicílio Judicial Eletrônico integra o Programa
Justiça 4.0, iniciativa do CNJ em parceria com o Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento (PNUD), voltada à modernização e digitalização do Poder
Judiciário brasileiro.
A realização do webinário faz parte das ações de
aprimoramento contínuo das ferramentas digitais e da padronização de
procedimentos em âmbito nacional.
Vitória Maria Sena
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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