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 20/03/2026   17:33   

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Juíza promove círculo de paz com adolescentes acolhidos na Capital

A juíza da 1ª Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo dos Santos, deu início a uma roda de círculo de construção de paz com adolescentes acolhidos em casas lares da Capital. A iniciativa busca fortalecer o diálogo, promover a escuta ativa e estreitar os vínculos entre os jovens e o Poder Judiciário.

O primeiro encontro foi realizado quarta-feira (18), com a participação de 16 adolescentes do sexo masculino acolhidos no Projeto Nossa Casa e a segunda reunião contou com 13 adolescentes do sexo feminino acolhidas no Projeto Nosso Lar, no dia 19 (quinta-feira). As dinâmicas foram conduzidas por uma psicóloga, utilizando metodologia que incentiva a expressão de sentimentos e a construção coletiva de soluções para conflitos.

De acordo com Gleide Bispo dos Santos, a proposta é realizar encontros mensais com os adolescentes. “É uma oportunidade para que eles estejam mais próximos do juízo, e também para que o magistrado tenha um contato mais aprofundado com eles. É um momento mais intimista para que possam falar e expressar seus sentimentos”, destacou a magistrada.

Ainda segundo a juíza, a experiência foi marcada pela forte participação dos jovens. “Foi surpreendente como esse encontro mexeu com eles, como se manifestaram, alguns até choraram, porque são abordados assuntos mais íntimos”, relatou.

A iniciativa também tem como objetivo melhorar a convivência nas unidades de acolhimento. “É uma boa oportunidade para trabalhar com os adolescentes acolhidos, estreitar laços e contribuir para que a convivência dentro das casas lares melhore cada vez mais, pois eles passam a se conhecer melhor e recebem orientações para aprimorar a convivência coletiva”, completou.

As casas lares são espaços mantidos pelo poder público municipal, em parceria com o Poder Judiciário, destinados ao acolhimento temporário de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por diferentes razões. Nessas unidades, que funcionam em residências adaptadas, os acolhidos têm acesso à alimentação, educação, lazer e acompanhamento profissional, em uma rotina semelhante à de um ambiente familiar.

Atualmente, cerca de 150 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade estão acolhidos em oito casas lares em Cuiabá.

Assessoria de Comunicação

CGJ-MT

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