Projeto Nosso Judiciário leva informações sobre acesso à Justiça a alunos do IFMT
O projeto Nosso Judiciário, do Poder
Judiciário de Mato Grosso, abriu os trabalhos de 2026 junto às escolas do
ensino básico, nesta quinta-feira (19), com uma visita ao Instituto Federal de
Mato Grosso (IFMT) – Campus Octayde Jorge da Silva, localizado no centro de
Cuiabá, onde levou palestra e material didático sobre os Juizados Especiais a
130 alunos do Ensino Médio e Técnico.
O diretor-geral do campus, professor
Alceu Cardoso, abriu o evento agradecendo aos servidores do TJMT, Neif Feguri
Neto e Antonio Cegati, por levarem o projeto até a unidade escolar, destacando
que a Educação deve ser vista de forma ampla e com foco na formação cidadã.
“Os
nossos alunos, quando entram na instituição, não vêm apenas aprender as
matérias do currículo básico. Eles vêm aprender e se preparar para a vida, porque
nós vivemos num mundo onde o cidadão tem que conviver com as pessoas. E essas
palestras trazem a realidade referente aos órgãos e às legislações às quais eles
terão que responder. Então, quando vêm membros da Justiça para mostrar aos
alunos como funciona uma legislação, quais são os seus direitos, como eles
podem acessar esses direitos e como eles podem respeitar o que está na lei, é
muito importante”, disse.
Em seu primeiro ano de existência, em
2015, o Nosso Judiciário já esteve no IFMT Campus Octayde Jorge da Silva. De lá
para cá, 36.320 estudantes de 164 escolas já foram beneficiados com a ação
educativa realizada pelo Judiciário estadual.
Na palestra, é explicado o que é o
Juizado Especial, a justiça gratuita, acesso à Defensoria Pública, e situações
que podem ser resolvidas por meio de métodos autocompositivos, como a
conciliação e a mediação. Além disso, são destacadas situações relativas a
direitos do consumidor, crimes relacionados a drogas, ameaças, direção sob
efeito de álcool, omissão de socorro, crime ambiental, entre outros, para
exemplificar aos adolescentes como a justiça se manifesta na prática, no
cotidiano.
Yasmim Vitória Souza Dias, aluna do 3⁰
ano de Eletrotécnica e representante do grêmio estudantil, classificou a
palestra como “uma experiência maravilhosa”. “A gente precisa aprender mais
sobre os Juizados Especiais, tanto o civil quanto o penal. Então, eu acho que é
muito importante porque a gente precisa entender os nossos deveres, mais do que
apenas entender os nossos direitos. Então falou sobre o cyberbullying, sobre o
bullying, e é muito importante que nós, enquanto jovens que estão se formando,
tenhamos esse conhecimento para que a gente não possa, no futuro, trazer algum
constrangimento, cometer algum erro”, avalia.
Daphiny Pedraza dos Santos, aluna do 1⁰
ano de Edificações, conta que já tinha participado de outras palestras na
escola, mas não aprofundadas como esta. “Essa trouxe mais informações, mais
conhecimento a respeito dos crimes, do bullying, do cyberbullying. Conhecimentos
que a gente não tinha e que podem ser levados pra vida. Muitas pessoas acham
que é apenas um ‘momentinho’ ali, uma brincadeira e tal, mas a pessoa que é a
vítima sempre leva para o coração. Então é uma coisa que deve ser levada a
sério”, comentou.
O professor de Língua Portuguesa, Luiz
Renato de Souza, participou da palestra e destacou a importância da atividade oferecida
aos alunos, como forma de aprender a utilizar o
conhecimento a seu favor para exercer seus direitos. Ele pontuou ainda que as
informações levadas pelo projeto Nosso Judiciário podem contribuir com a
construção de habilidades como interpretação de texto, argumentação.
“Do ponto de vista da construção
argumentativa, por exemplo, o conhecimento jurídico do nosso país, da
Constituição e tudo mais, é uma parte muito importante, é uma ferramenta que,
disponibilizada para o cidadão, em qualquer fase da sua vida, vai fazer muita
diferença, melhorando seu repertório. Mas, é lógico que isso tem que vir acompanhado
também de uma leitura, leitura de mundo, como dizia Paulo Freire, e a leitura
de textos variados”, defendeu o professor.
Com relação a essa importância da leitura, o professor afirma que pretende utilizar em sua aula a cartilha sobre Juizados Especiais, distribuída aos estudantes pelo projeto Nosso Judiciário. “Nós não podemos abrir mão de nenhum tipo de texto que circule no ambiente escolar para fazer valer essa experiência de ser atravessado pelo conhecimento. E enquanto eu ia acompanhando a palestra e lendo, já estava pensando em possibilidades de utilizar fragmentos da cartilha nas salas de aula, quer seja para esclarecer direitos aos alunos, quer seja para cobrar deles uma lisura e uma questão ética, que também tem que estar presente no dia a dia do estudante”, destaca.
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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