“Oficinas ajudam a construir Judiciário mais preparado para os próximos anos”, avalia juíza
“As
oficinas são fundamentais para ouvirmos diferentes setores e construirmos um
Judiciário mais preparado para os próximos anos”. A avaliação é da coordenadora do InovaJusMT, juíza
Joseane Quinto Antunes, no primeiro dia da Oficina de Escuta Cidadã, iniciada nesta
terça-feira (6) em Cuiabá. A programação, realizada nos períodos matutino e vespertino,
integra a construção do Planejamento Estratégico do Poder Judiciário de Mato
Grosso para o ciclo 2027–2032. As oficinas serão realizadas até o dia 8 de
maio, no Complexo dos Juizados Especiais.
Ao
longo da tarde, representantes de diferentes segmentos participaram das
atividades, contribuindo com percepções, críticas e sugestões sobre o
funcionamento da Justiça. Para a magistrada, o formato adotado tem se mostrado
essencial para ampliar o diálogo institucional e qualificar o processo de
planejamento.
“É
assim que a gente consegue, numa mesa, ouvir pessoas diferentes, de setores
diferentes e que demandam a Justiça de forma igual. Isso ajuda diretamente na
construção de um Judiciário mais alinhado com a realidade e com as necessidades
da população”, destacou a juíza.
Ainda
segundo a magistrada, a iniciativa reforça a importância da escuta ativa como
ferramenta de gestão. “A Justiça tem que estar sempre afinada com o público,
com os cidadãos, e para isso a gente precisa dessa construção coletiva. Esse
espaço foi construído exatamente para isso. O Tribunal de Justiça inova ao
promover escutas ativas dos cidadãos, dos servidores e magistrados, para
entender as demandas e construir um planejamento estratégico mais focado no que
realmente é necessário”, afirmou.
Entre
os participantes da oficina, o advogado e representante da Comissão de Direito
da Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Mato Grosso, José João
Vitaliano Coelho, também avaliou positivamente a iniciativa, ressaltando a
importância de incluir a advocacia no processo de construção do Judiciário.
“É
muito importante escutar a advocacia, porque estamos na base, em contato direto
com o cidadão. O Judiciário já evoluiu muito, mas sempre há espaço para
melhorias, especialmente na área da saúde pública, que ainda enfrenta desafios
significativos”, pontuou.
Durante
sua participação, o advogado apresentou contribuições voltadas à melhoria da
efetividade das decisões judiciais, especialmente em demandas urgentes. “Mesmo
com liminares deferidas, ainda há dificuldades no cumprimento. Isso pode
impactar diretamente a vida do cidadão, que muitas vezes depende de atendimento
imediato”, alertou.
Ele
também sugeriu medidas para dar maior celeridade aos processos. “Uma das
propostas é garantir mais efetividade às decisões, evitando exigências que
acabam atrasando o atendimento em casos de urgência. Além disso, o Judiciário
poderia contar com assistentes sociais para auxiliar na análise da realidade
dos pacientes e tornar as decisões ainda mais eficazes”, acrescentou.
De acordo com o coordenador de Planejamento
(Coplan) do TJMT, Afonso Vitorino Maciel, o planejamento estratégico tem sido,
ao longo dos ciclos, um dos principais motores das transformações vivenciadas
pelo Tribunal.
“Identificamos
o primeiro ciclo do planejamento do Poder Judiciário de Mato Grosso em julho de
2010. Naquele momento, foi estruturado o primeiro planejamento estratégico
voltado à melhoria da organização interna, da estrutura física, do ambiente de
trabalho e da qualidade do atendimento, com base em estudos voltados à
modernização da Justiça”, disse.
Segundo
o coordenador, o segundo ciclo deu continuidade a esse processo, com foco na
ampliação da eficiência e no aperfeiçoamento dos fluxos de trabalho,
acompanhando o crescimento da demanda e a necessidade de respostas mais céleres
por parte do Judiciário.
“Agora,
vivenciamos o terceiro ciclo, marcado pela transformação digital. Muitos se
lembram que, no passado, o Judiciário operava com diversos sistemas
simultâneos. Hoje, esses sistemas estão sendo unificados em uma única
plataforma, o PJe, que integra o sistema nacional de Justiça. Essa evolução
exige planejamento consistente e participação coletiva. E agora, nesse quarto
ciclo, contamos com a colaboração de todos para esse trabalho de construção”,
conclamou Maciel.
A Oficina
de Escuta Cidadã segue até o dia 8 de maio, com encontros estruturados para
ouvir diferentes perspectivas sobre o funcionamento do sistema de Justiça. A
iniciativa, que envolve a colaboração entre a Coordenadoria de Planejamento e o InovaJusMT, busca consolidar um planejamento estratégico mais inclusivo,
eficiente e alinhado às demandas da sociedade, fortalecendo o compromisso
institucional com a inovação e a participação social.
No dia 07 serão tratados os temas “Direitos, Inclusão e Proteção Social” e “Conciliação, Mediação e Solução de Conflitos”. Já no dia 08, as oficinas serão sobre “Justiça Digital e Sistema de Justiça” e “Futuro do Judiciário, Inovação e Sociedade”.
Leia também:
Escuta Cidadã abre diálogo entre Judiciário e sociedade com foco no futuro
Patrícia Neves / Foto: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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