VIII Jornada de Estudos une magistratura
A VIII Jornada de Estudos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), realizada nos dias 11 e 12 de setembro, uniu a magistratura da região Norte do Estado. Durante dois dias os juízes puderam discutir assuntos relativos à classe, trocar experiências, informações e ideias, falar das ações praticadas nas comarcas, além de conhecer mais a fundo o Planejamento Estratégico do TJMT, o Plano de Trabalho da atual gestão e o plano de expansão do Processo Judicial Eletrônico (PJe).O evento, realizado em parceria pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) e Associação Mato-grossense dos Magistrados (Amam), contou com a participação dos juízes que compõem os polos 3 e 4, que juntos totalizam 29 municípios.
Para o presidente do TJMT, desembargador Paulo da Cunha, a jornada é importante porque une a magistratura. “É o momento onde eles têm oportunidade de discutir assuntos relativos à classe e também sobre trabalho realizado nas comarcas. Nestes encontros os magistrados podem trocar ideias, falar sobre as boas ações e boas práticas que desenvolvem. Isso é muito importante para a magistratura mato-grossense”.Conforme o magistrado, a melhoria do serviço prestado à sociedade tem sido a tônica dos encontros. “O que temos feito para melhorar a prestação de serviço para a população? Isso tem sido uma preocupação constante do Tribunal de Justiça e também das comarcas, aliás, da magistratura mato-grossense”, assegurou o presidente.
O presidente da Amam, José Arimatéa Neves Costa, agradeceu a presença dos magistrados no evento e destacou a importância da integração e da troca de experiências que a jornada permite. “Encontros como este são muito importantes, porque nos aproximam. O juiz é educado para viver o Direito sozinho, se virar sozinho, isso não está certo. Não podemos viver como ilhas. Temos formar um arquipélago. É preciso mudar este conceito. São momentos como este que nós vemos o quão necessário é nos unirmos, caso contrário não iremos a lugar algum. A Amam se compromete em manter essa união, pois a associação é de todos nós.”
A vice-presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, que participou da jornada, agradeceu a acolhida e exaltou também a importância dos magistrados se reunirem não apenas para buscar conhecimento, mas também para se fortalecerem como seres humanos. “Temos que saber que podemos contar uns com os outros. Foi muito prazeroso esses dois dias juntos, posso garantir que saio daqui com as baterias carregadas”.O diretor do Foro de Sinop, Mario Augusto Machado, ressaltou que a jornada de estudos foi surpreendente. “Não só atendeu como ultrapassou os anseios dos magistrados. Eu como diretor do Foro não me canso de agradecer ao presidente do TJ, à Amam e à diretora da Esmagis, por este encontro. Inclusive já solicitei que novas jornadas como esta sejam feitas aqui em Sinop. Eventos assim são muito importantes para a magistratura, não só pela capacitação técnica e pelo nível das palestras, que foi excelente, mas também por ser um momento em que os juízes podem ter contato uns com os outros e trocar experiências. Isso faz bem para o emocional, o psicológico e o espiritual”.
Ele salientou ainda que o encontro foi importante também para os magistrados debaterem a importância da mediação e da conciliação para reduzir as demandas judiciais. “Nós temos que tentar ao máximo não judicializar conflitos. É ruim para o Judiciário, é ruim para a parte. Hoje temos um Judiciário assoberbado de problemas banais, que podem ser resolvidos com diálogo, consenso, mediação. Precisamos incentivar a prática da conciliação, disseminar essa proposta entre os acadêmicos de direito e junto à classe de advogados, para que todos possam compor. O Judiciário serve para dirimir conflitos, mas ninguém consegue fazer isso se continuarmos com essa pré-disposição de litigar absolutamente tudo”.
O juiz aposentado Antonio Paulo da Costa Carvalho, o primeiro magistrado da Comarca de Sinop, e convidado especial para palestrar na jornada, elogiou o trabalho da alta administração do Tribunal de Justiça, com relação à preocupação em levar formação aos magistrados e de também aproximá-los. “Impressionou-me o nível dos juízes e a preocupação do Tribunal de Justiça e da Amam em dar uma formação cada vez melhor aos magistrados, não só do ponto de vista jurídico, mas também do ponto de vista sociológico, antropológico e psicológico. Esse é o juiz no século 21. Não podemos continuar com o juiz tecnicista do século 20. Isso é passado”, pontuou.Há 10 anos jurisdicionando na Comarca de Alta Floresta, a juíza Milena Ramos de Lima e Souza Paro também classificou a jornada como excelente. “Achei muito produtiva. Além de reencontrar os colegas e termos essa oportunidade de conversar, a jornada nos proporcionou ouvir excelentes palestras. A avaliação é muito positiva, sem sombra de dúvidas”.
A Jornada de Estudos tem como objetivo discutir a realidade do Poder Judiciário em cada região do Estado em prol dos magistrados, da comunidade, dos servidores e dos jurisdicionados. A próxima acontecerá nos dias 27 e 28 de novembro, na Comarca de Rondonópolis.
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Janã Pinheiro / Fotos: Tony Ribeiro (Agência F5)
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