Projeto Alocativo realiza oficina de boas práticas
Assessores de gabinetes e gestores judiciários das 9 Varas Cíveis de Feitos Gerais e da Secretaria Unificada das Varas Especializadas da Fazenda Pública da Comarca de Cuiabá estão participando de um curso de boas práticas, entre os dias 18 e 20 de abril. A oficina faz parte do Projeto Alocativo de Recursos Humanos, implantado como piloto, em setembro de 2015, nestas unidades judiciárias.O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) foi escolhido como parceiro de um programa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para receber a implantação de um projeto de fortalecimento da justiça estadual no país. A intenção é consolidar os tribunais de justiça de todo país, diminuir a desigualdade entre as justiças estaduais e oferecer mais acesso à população de baixa renda.
O objetivo do projeto é definir a quantidade de colaboradores que é necessária para que a unidade judiciária produza com alto desempenho e capacidade de atendimento à população, ou seja, a efetiva entrega da Justiça. Neste primeiro momento está sendo realizado um diagnóstico profundo das unidades judiciárias (gabinetes, secretarias de vara) para ver a realidade de cada uma delas e o que precisa ser melhorado. A proposta é replicar a experiência bem sucedida destas varas onde o projeto-piloto está sendo desenvolvido para as demais unidades.
Na oficina, além de conhecer um diagnóstico geral sobre a realidade do Judiciário de Mato Grosso, os participantes vão trocar experiências, ver o que está sendo feito nas unidades – e que está funcionando com sucesso – que pode ser expandido para outra.
“O que o CNJ quer que verifiquemos - o número ideal de colaboradores para atuar dentro das unidades - é uma ferramenta de gestão excelente, porque ela não vem falando quantidade, sem medir resultados. A partir do desempenho dos colaboradores vamos chegar a esse número ideal”, explica Jane Selma Barbosa, gerente de projetos da Coordenação de Recursos Humanos do TJMT.Nas unidades onde o projeto foi implantado está sendo verificada a taxa de desempenho dos colaboradores, bem como a taxa de entrega da Justiça. “Para medir esse trabalho o CNJ definiu a classificação por cor de faixas, como ocorre com as artes marciais. A unidade que tiver com faixa branca está com baixo desempenho, faixa verde, médio desempenho, e faixa preta, alto desempenho. Qual a intenção? Verificar o desempenho das unidades e comparar entre as iguais. Nós temos 9 varas de Feitos Gerais, verificamos a natureza do processo, a tramitação, se é eletrônica, se é híbrida, colocando todos iguais, na mesma sintonia. A partir daí vamos verificar porque uma vara com aquele mesmo número de colaboradores tem alto desempenho e a outra não. Para isso, é importante a oficina de boas práticas, para verificar o que uma está fazendo de diferente da outra. É uma troca de experiências”, ressalta a gerente.
Uma das primeiras etapas do projeto, dentro das varas, foi identificar os gargalos, para depois pensar na solução. “Nós verificamos de imediato que tínhamos um grande número de processos concluídos e que estavam só esperando dar baixa. Vimos que primeiro precisávamos fazer isso para depois focar nos processos ativos. Este trabalho foi feito e já conseguimos ver os resultados. Em um curto espaço de tempo já foi possível mudar a cara da 9ª Vara Cível. Diariamente os elogios chegam, tanto na secretaria, quanto no gabinete. Isso mostra que o nosso público está contente com o trabalho que está sendo realizado. Estamos distante de chegar a uma efetividade que a população quer? Sim, estamos, mas temos buscado, por meio de diversos mecanismos, atender o nosso público externo da melhor forma possível, tentando imprimir a celeridade processual que é tanto almejada pela população”, destaca Jardel Silva de Abreu, assessor-técnico jurídico do gabinete da 9ª Vara Cível de Cuiabá, que já recebeu a faixa-preta do projeto, ou seja, é uma vara com alto desempenho dentro do projeto alocativo.
Para o coordenador de Recursos Humanos do TJMT, Carlos Campelo, a oficina é importante para esta troca de experiências da forma com que cada unidade está trabalhando. “Temos focado nosso trabalho no tripé: pessoas, processos e tecnologia. Precisamos crescer nestes três tópicos, porém com segurança. Estas oficinas servem para isso, para buscarmos este aperfeiçoamento”.A vice-diretora do TJMT, Vânia Mazarello Monteiro da Silva, destacou que sabe das dificuldades, da carência de servidores e das cobranças, mas ponderou que é possível fazer um bom trabalho com o quadro atual. “Podemos fazer melhor e compartilhar estas experiências. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso vai ser referência. Agradeço a colaboração e a participação de todos”.
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Janã Pinheiro/Fotos: Otmar de Oliveira (Agência F5)
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