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 18/04/2016   16:19 

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Projeto Alocativo realiza oficina de boas práticas

Assessores de gabinetes e gestores judiciários das 9 Varas Cíveis de Feitos Gerais e da Secretaria Unificada das Varas Especializadas da Fazenda Pública da Comarca de Cuiabá estão participando de um curso de boas práticas, entre os dias 18 e 20 de abril. A oficina faz parte do Projeto Alocativo de Recursos Humanos, implantado como piloto, em setembro de 2015, nestas unidades judiciárias.
 
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) foi escolhido como parceiro de um programa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para receber a implantação de um projeto de fortalecimento da justiça estadual no país. A intenção é consolidar os tribunais de justiça de todo país, diminuir a desigualdade entre as justiças estaduais e oferecer mais acesso à população de baixa renda.
 
O objetivo do projeto é definir a quantidade de colaboradores que é necessária para que a unidade judiciária produza com alto desempenho e capacidade de atendimento à população, ou seja, a efetiva entrega da Justiça. Neste primeiro momento está sendo realizado um diagnóstico profundo das unidades judiciárias (gabinetes, secretarias de vara) para ver a realidade de cada uma delas e o que precisa ser melhorado. A proposta é replicar a experiência bem sucedida destas varas onde o projeto-piloto está sendo desenvolvido para as demais unidades.
 
Na oficina, além de conhecer um diagnóstico geral sobre a realidade do Judiciário de Mato Grosso, os participantes vão trocar experiências, ver o que está sendo feito nas unidades – e que está funcionando com sucesso – que pode ser expandido para outra.
 
“O que o CNJ quer que verifiquemos - o número ideal de colaboradores para atuar dentro das unidades - é uma ferramenta de gestão excelente, porque ela não vem falando quantidade, sem medir resultados. A partir do desempenho dos colaboradores vamos chegar a esse número ideal”, explica Jane Selma Barbosa, gerente de projetos da Coordenação de Recursos Humanos do TJMT.
 
Nas unidades onde o projeto foi implantado está sendo verificada a taxa de desempenho dos colaboradores, bem como a taxa de entrega da Justiça. “Para medir esse trabalho o CNJ definiu a classificação por cor de faixas, como ocorre com as artes marciais. A unidade que tiver com faixa branca está com baixo desempenho, faixa verde, médio desempenho, e faixa preta, alto desempenho. Qual a intenção? Verificar o desempenho das unidades e comparar entre as iguais. Nós temos 9 varas de Feitos Gerais, verificamos a natureza do processo, a tramitação, se é eletrônica, se é híbrida, colocando todos iguais, na mesma sintonia. A partir daí vamos verificar porque uma vara com aquele mesmo número de colaboradores tem alto desempenho e a outra não. Para isso, é importante a oficina de boas práticas, para verificar o que uma está fazendo de diferente da outra. É uma troca de experiências”, ressalta a gerente.
 
Uma das primeiras etapas do projeto, dentro das varas, foi identificar os gargalos, para depois pensar na solução. “Nós verificamos de imediato que tínhamos um grande número de processos concluídos e que estavam só esperando dar baixa. Vimos que primeiro precisávamos fazer isso para depois focar nos processos ativos. Este trabalho foi feito e já conseguimos ver os resultados. Em um curto espaço de tempo já foi possível mudar a cara da 9ª Vara Cível. Diariamente os elogios chegam, tanto na secretaria, quanto no gabinete. Isso mostra que o nosso público está contente com o trabalho que está sendo realizado. Estamos distante de chegar a uma efetividade que a população quer? Sim, estamos, mas temos buscado, por meio de diversos mecanismos, atender o nosso público externo da melhor forma possível, tentando imprimir a celeridade processual que é tanto almejada pela população”, destaca Jardel Silva de Abreu, assessor-técnico jurídico do gabinete da 9ª Vara Cível de Cuiabá, que já recebeu a faixa-preta do projeto, ou seja, é uma vara com alto desempenho dentro do projeto alocativo.
 
Para o coordenador de Recursos Humanos do TJMT, Carlos Campelo, a oficina é importante para esta troca de experiências da forma com que cada unidade está trabalhando. “Temos focado nosso trabalho no tripé: pessoas, processos e tecnologia. Precisamos crescer nestes três tópicos, porém com segurança. Estas oficinas servem para isso, para buscarmos este aperfeiçoamento”.
 
A vice-diretora do TJMT, Vânia Mazarello Monteiro da Silva, destacou que sabe das dificuldades, da carência de servidores e das cobranças, mas ponderou que é possível fazer um bom trabalho com o quadro atual. “Podemos fazer melhor e compartilhar estas experiências. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso vai ser referência. Agradeço a colaboração e a participação de todos”.
 
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Janã Pinheiro/Fotos: Otmar de Oliveira (Agência F5)
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