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 19/12/2008   17:50 

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Crianças são apadrinhadas para o Natal

Padrinhos Solidários levarão crianças para convivência familiar no Natal
 
            Um jovem de 17 anos que vive em um abrigo de Cuiabá e nunca teve a oportunidade de ser adotado, próximo de completar 18 anos, quando deve sair da instituição, recebeu o presente de Natal mais esperado. Ele trabalha em um órgão público como estagiário e será apadrinhado por uma colega de trabalho, que conheceu a história do rapaz, procurou o Poder Judiciário de Mato Grosso para oferecer ao adolescente um novo lar e dar-lhe oportunidade de continuar seus estudos e buscar qualificação profissional.
 
           O desfecho da história do adolescente poderia ser considerado inédito, porém, está se tornando cada vez mais comum, graças aos projetos desenvolvidos por meio da Comissão Judiciária de Adoção (Ceja) ligada à Corregedoria-Geral de Justiça, entre eles o Padrinhos Pais Solidários, em parceria com a Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs) e Ministério Público. Além desse caso, 21 crianças entre nove a 17 anos que vivem em abrigos de Cuiabá foram apadrinhadas por pessoas interessadas em dedicar-lhes amor, tempo e afeto. Outras cinco crianças receberam padrinhos provedores, e vão poder fazer cursos de informática, entre outras oportunidades.
           
           São essas 26 crianças que estão aptas para adoção em Cuiabá e muitas vivem institucionalizadas há alguns anos. Por isso, a oportunidade disponibilizada por meio do projeto está transformando a vida desses meninos e, principalmente, dos padrinhos solidários que passaram a ter vínculos afetivos com os apadrinhados. 
 
            Na avaliação da coordenadora do projeto, Lindacir Rocha, o primeiro ano de projeto pode ser considerado um sucesso, principalmente pela parceria firmada com outras instituições públicas como o Governo do Estado. “A publicidade e aceitação desse projeto junto à sociedade é fruto de um trabalho em conjunto e que começa a modificar a vida de crianças que estão aptas para adoção, mas que não se enquadram no processo”. Atualmente existem 54 padrinhos solidários inscritos no projeto e há mais pessoas interessadas em adotar crianças nessas condições.

            O cadastramento dos padrinhos obedece a um rigoroso procedimento que vai desde um estudo do perfil dos candidatos até a apresentação das crianças a serem apadrinhadas por meio de fotos. Somente depois dessas etapas é que os padrinhos começam a ter contato com as crianças nas instituições públicas, com autorização da Justiça. O projeto foi lançado no dia 20 de maio deste ano, em comemoração alusiva ao Dia Nacional da Adoção (25 de maio).
 
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