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 14/09/2009   17:32 

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Parceiros revelam mobilização e engajamento

Parceiros reiteram compromisso com a causa da conciliação
 
               O engajamento dos órgãos essenciais à justiça como Ministério Público, Defensoria Pública, entidades de classe como OAB e instituições de ensino jurídico constituem demonstração de que a causa da conciliação é o caminho para a construção de novo modelo de busca pela pacificação social. A constatação é unânime entre os parceiros da Semana Nacional da Conciliação em Mato Grosso, aberta na manhã de hoje (14/09), no Fórum de Cuiabá.
 
               A presidente da Comissão Estadual Permanente pelo Movimento da Conciliação, desembargadora Clarice Claudino da Silva, fez questão de ressaltar a participação de todos em prol da causa da conciliação, e da importância do engajamento para a mudança de mentalidade. “Falar em mudança de cultura sem arregimentar forças por meio de parcerias as mais variadas seria utopia. É da união que surge a concreta possibilidade de esperar por dias melhores nesse contexto”, destacou a magistrada.
 
               Para o defensor-geral do Estado, Djalma Sabo Mendes Júnior, é necessário que haja um comprometimento contínuo do Judiciário, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública quanto à ampliação do entendimento que as demandas trazidas pela população devem ser resolvidas no seu nascedouro, eliminando a perpetuação de feitos. “Essa Meta número 2 do CNJ veio em ótima hora para servir de instrumento de pacificação e transformação social”, avaliou o defensor-geral.
 
              Aliada aos inúmeros benefícios que proporciona para todo o sistema judiciário, a cultura da conciliação produz também um benefício direto ao trabalho do advogado. A análise é do conselheiro da OAB/MT, Marden Tortorelli, que representou a entidade na mobilização dos parceiros da conciliação.  “É uma excelente iniciativa, pois desafoga o Judiciário e resolve rapidamente as pendengas judiciais, por isso nós advogados somos totalmente favoráveis à conciliação”.
 
              Na área acadêmica, o ensino jurídico também já se volta com mais intensidade para a busca de alternativa de resolução pacífica dos conflitos, com menos judicialização. Na visão da coordenadora do Núcleo de Práticas Jurídicas do Centro Universitário Unirondon, Liz Buzatto, a Semana da Conciliação é uma oportunidade ímpar para os acadêmicos. “Trata-se de um aprendizado sem comparação para os alunos, que já estão envolvidos com a mediação dos litígios no dia-a-dia”. Além do Unirondon, são parceiras em 2009 as faculdades de Direito do Centro Universitário Univag e Faculdade Afirmativo. O movimento também tem o apoio da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, Comando-Geral da Polícia Militar,  Unimed Cuiabá e Supermercados Comper.
 
              Integração – As outras esferas do Poder Judiciário também incluem cada vez mais em seus procedimentos o instrumento da conciliação. Presente à solenidade de abertura da Semana da Conciliação, o presidente do TRT 23ª Região, desembargador João Carlos Ribeiro de Souza, disse que a concretização das práticas de mediação de conflitos só é possível a partir da quebra de paradigmas e o esforço para a consolidação de uma prática permanente voltada à conciliação. Já a diretora do Foro da Justiça Federal, Adverci Rates, defendeu uma mudança do olhar da sociedade sobre a Justiça brasileira, que freqüentemente é taxada de morosa. “Temos que reforçar a busca pela solução pacífica dos litígios. Quanto mais conciliação houver menor será o número de processos e maior será a satisfação da população”.
 
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